Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Golpes bancários sobem 100% com IA generativa, mostram casos na Justiça

Casos de estelionato julgados pelo TJ-SP quase dobram desde o fim de 2022, com IA generativa associada a campanhas em massa e deepfakes

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Casos de estelionato na Justiça de São Paulo quase dobraram desde o fim de 2022, conforme levantamento da Jusbrasil para a Folha, com crescimento compatível ao aumento de fraudes bancárias.
  • Em 2025, decisões do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo sobre estelionato passaram de 1.073 para 2.270.
  • A inteligência artificial generativa é apontada por especialistas e empresas de segurança como utilizada em golpes, com campanhas em massa, ausência de erros de digitação e uso de deepfakes.
  • Entre os golpes, o “golpe do amor” e fraudes via Pix são citados, com criminosos chegando a clonar vozes e redes sociais; o WhatsApp é a plataforma mais mencionada nos casos.
  • O governo federal aprovou lei para aumentar penas de estelionato pela internet, mas há lacunas na coleta de dados sobre crimes digitais entre órgãos e bancos.

Os golpes bancários na Justiça de São Paulo dobraram desde o fim de 2022, quando plataformas de IA generativa chegaram ao mercado. A informação vem de levantamento feito pela Jusbrasil a pedido da Folha.

Entre 2025 e 2026, o TJ-SP viu as decisões sobre estelionato saltarem de 1.073 para 2.270, alinhadas à expansão de boletins de ocorrência por fraudes. Os números aparecem em balanços oficiais e análises da Justiça paulista.

Embora não haja confirmação de relação direta, especialistas em cibersegurança apontam sinais de uso de IA em golpes, como campanhas em massa, mensagens com menos erros e recursos como deepfakes. Instituições citam também fraudes envolvendo clonagem de vozes e identidades.

Aumento de casos e padrões locais

A Jusbrasil analisou decisões de 2016 a 2026 e identificou mais ações em curso sobre estelionato. Em 2026, 8.338 decisões mencionaram o tema; 3.786 não detalharam se a fraude ocorreu presencial ou virtual, 3.621 foram por meios eletrônicos e 931, presenciais.

O uso de IA aparece em apenas cinco casos na base analisada pela Justiça. Dados globais, via CrowdStrike, apontam avanço de 89% no uso de IA em golpes, representando parcela relevante de ações criminosas no mundo.

Contexto institucional e medidas

Especialistas destacam a importância de boletins bem fundamentados com dados de contato, contas e chaves Pix. O governo federal aprovou, em maio, lei que aumenta penas para estelionato online, mas não consolidou estatísticas nacionais sobre o tema.

O Ministério da Justiça trabalha com a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias, em cooperação com a Febraban. Polícias civis e federal indicam lacunas na consolidação de dados sobre crimes digitais.

Cenário prático e evidências regionais

Casos no país apontam uso de IA para burlar reconhecimento facial, criar anúncios falsos e clonar vozes. O golpe do amor e golpes pela internet aparecem entre as estratégias mais registradas, com plataformas como WhatsApp em destaque.

Em Goiás, uma condenação mostrou uso de IA e dados vazados para tentar acessar 259 contas, em 709 tentativas. O banco envolvido informou que a intervenção do setor antifraude impediu as ações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais