- IPCA acumula 4,72% em doze meses até maio, acima do teto da meta de 4,50%.
- Inflação mensal de maio ficou em 0,58%, abaixo de abril (0,67%), acumulando 3,2% desde janeiro.
- Alimentos continuam puxando o índice, com batata-inglesa, tomate e cebola entre os principais responsáveis por altas em maio.
- Preços de combustíveis caíram no mês, com baixa de 1,95% devido a isenções de impostos; grupo transportes fechou 0,46% negativo.
- Copom se reúne nos dias 16 e 17 de maio; Selic está em 14,5% ao ano e o mercado prevê possível corte de 0,25 ponto percentual.
A inflação oficial do Brasil ficou acima da meta neste trimestre. O IPCA de maio avançou 0,58% e, nos últimos 12 meses, atingiu 4,72%, acima do teto de 4,50%. O dado acende alerta para o Copom, que se reúne nos dias 16 e 17 para definir a Selic.
O cenário é puxado pela inflação de alimentos, com alta de 1,33% em maio, impactando o grupo que inclui batata, tomate, cebola e carnes. No grupo transporte, houve queda de preços devido a isenções de impostos sobre diesel, gasolina e etanol.
Inflação e cenário monetário
A inflação de alimentos está ligada à oferta restrita Global, agravada pela guerra no Oriente Médio; pesquisadores citam ainda um possível El Niño no segundo semestre, que pode pressionar a oferta de alimentos. O preço da energia elétrica residencial também acelerou, elevando a inflação no grupo habitação.
O mercado revisou adiante a trajetória da Selic. O Focus aponta alta de 14,5% atualmente, com leitura de cortes futuros ainda em estudo. Analistas aguardam o tom da ata do Copom para entender o ritmo de redução.
O INPC, indicador que abrange rendimentos menores, subiu 0,65% em maio, com alta acumulada de 3,36% para 2026. A curva de juros permanece sob monitoramento, diante da inflação que persistiu acima do centro da meta nos últimos meses.
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