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VW usa engenharia chinesa para competir com rivais no país

Volkswagen vai adaptar plataformas de engenharia chinesa ao mercado brasileiro, mirando produção nacional de até cinquenta mil veículos e combate aos importados

Ciro Possobom, presidente da Volkswagen Brasil, diz estar otimista com a próxima geração de carros da marca, apesar da concorrência chinesa.
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  • A Volkswagen vai aplicar plataformas de engenharia desenvolvidas na China, adaptando-as ao mercado brasileiro, destacando que a empresa tem 36 fábricas naquele país.
  • A meta é chegar à produção nacional em grande escala, mirando cerca de cinquenta mil veículos, em contraste com volumes menores no começo.
  • O posicionamento é de que não haverá déficits de preço ou tecnologia para os chineses; o desafio é combinar engenharia alemã com a agilidade chinesa e a flexibilidade brasileira.
  • O presidente da Volkswagen Brasil sinalizou foco na eletrificação por meio de modelos híbridos flex, mesmo reconhecendo que a marca não é a mais ágil em estrear novos segmentos.
  • O executivo também destacou o estoque de importados no Brasil, estimado em 300 mil veículos, sendo sessenta por cento de marcas chinesas, e comentou sobre impactos esperados de tarifas e de políticas como o CKD/SKD, com 14% de imposto até o fim do ano.
  • No desempenho, a VW Brasil registrou crescimento de 20% nos emplacamentos de janeiro a maio, ante 18% do setor, conforme balanço interno, com perspectivas otimistas para os próximos períodos.

A Volkswagen do Brasil confirmou planos de incorporar engenharia de suas bases chinesas para ampliar a atuação no mercado nacional. A estratégia envolve adaptar plataformas desenvolvidas na China para atender aos consumidores brasileiros, com produção nacional futura em larga escala. A ideia é oferecer modelos simples de adaptar ao público local.

O anúncio foi feito pelo CEO da empresa no Brasil, Ciro Possobom, durante o Anfavea Visions, em São Paulo. A meta é elevar a produção para aproximadamente 50 mil unidades por ano, após a fase de importação de projetos. O objetivo é competir com marcas que vêm de fora com maior velocidade de entrada no mercado.

Novo estágio de integração tecnológica

Possobom sinalizou que a trajetória da marca no Brasil passa pela eletrificação, com foco em modelos híbridos flex. A Volkswagen aposta em combinar a engenharia alemã com a agilidade chinesa para reduzir ciclos de desenvolvimento e atender às expectativas locais.

Desafios de competitividade e ambiente externo

O executivo enfatizou a importância de manter a liderança de preço e tecnologia, sem reconhecer desvantagens em relação aos chineses. A discussão envolve a necessidade de investimentos volumosos no setor automotivo, além de alinhamento entre políticas públicas e estratégias industriais.

Estoque de importados e impactos regulatórios

A empresa aponta um estoque de cerca de 300 mil veículos importados no Brasil, dos quais 60% são de marcas chinesas. A queda de impostos para kits CKD e SKD, vigente até o fim do ano, é citada como fator que pode manter fluxos de importação mesmo com mudanças tarifárias.

Ambiente regulatório e perspectivas de curto prazo

O programa Move já está em discussão, mas ainda não é suficiente para conter a entrada de importados. A VW avalia que a desindustrialização é um risco caso a competição externa se intensifique, afetando investimentos em fábricas locais.

Resultados financeiros recentes da empresa

Entre janeiro e maio, as vendas no setor de veículos leves cresceram 18% no Brasil, enquanto a VW registrou alta de 20% em emplacamentos. A companhia destaca estar em um dos melhores momentos financeiros e comerciais de sua história no país.

Olhar para o futuro

Possobom aponta que a competição acirrada pode reduzir preços médios e ampliar o crédito ao consumidor, além de fortalecer as vendas corporativas. O executivo demonstra otimismo com o que está por vir, mesmo diante do cenário competitivo.

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