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Alemanha reduz emissões em 48% em 36 anos sem afetar PIB

Alemanha reduz emissões em 48% desde 1990, mantendo a maior economia da Europa, com avanço expressivo das renováveis no setor elétrico

Alemanha reduziu emissões em várias etapas, primeiro com expansão de renováveis no setor elétrico (Westend61/Getty Images)
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  • Em 2024, a Alemanha emitiu 649 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, queda de 3,4% frente a 2023 e cerca de 48% abaixo dos níveis de 1990.
  • Emissões de 2023 já tinham chegado a 673 milhões de toneladas, o menor nível em setenta anos, e 2024 aprofundou essa marca.
  • O PIB caiu 0,2% em 2024 e voltou a crescer 0,2% em 2025; a Alemanha continua sendo a maior economia da Europa, com cerca de 4,47 trilhões de euros e respondendo por ~24,4% do PIB da União Europeia.
  • O principal motor de redução foi a maior participação de renováveis na geração de eletricidade (de 19% em 2010 para 55,9% em 2025), com o carvão perdendo espaço.
  • A trajetória é de desacoplamento parcial: o setor elétrico descarbonizou mais rápido, mas indústria, transporte e aquecimento permanecem com desafios; a Alemanha planeja cumprir metas do Acordo de Paris dentro da UE.
  • Fora do campo, a Alemanha estreia na Copa do Mundo de 2026 no domingo, às 14h, contra Curaçao.

A Alemanha estreia na Copa do Mundo de 2026 hoje, às 14h, contra Curaçao. O país busca o pentacampeonato e, fora dos estádios, mantém liderança econômica na Europa ao mesmo tempo em que avança em metas de sustentabilidade. A leitura dominante aponta para redução de emissões sem frear o PIB.

Em 2024, as emissões de gases de efeito estufa ficaram em 649 milhões de toneladas, queda de 3,4% frente a 2023 e abaixo do teto definido pela lei climática. Em relação a 1990, a redução chega a 48%.

O PIB alemão foi negativo em 2023 (-0,3%) e caiu 0,2% em 2024. Em 2025, houve leve crescimento de 0,2%. O país tem PIB nominal de cerca de 4,47 trilhões de euros, mantendo-se como a maior economia da Europa e responsável por quase um quarto do PIB da UE.

A virada da energia

O principal motor de redução veio do mix elétrico. Em 2010, renováveis representavam 19% da geração; em 2019, 46%; e em 2025, 55,9%, com a solar superando o carvão pela primeira vez. O carvão caiu a níveis próximos dos recordes de 1960.

O governo atribui os resultados de 2024 à expansão de eólica e solar, além do sistema de comércio de emissões da UE que encarece o uso de combustíveis fósseis. A crise energética de 2022, porém, obrigou reativar usinas a carvão, elevando temporariamente as emissões.

Desacoplamento parcial

Especialistas descrevem o processo como desacoplamento: crescer sem aumentar as emissões na mesma proporção. O setor elétrico descarbonizou mais rápido, enquanto indústria pesada, transporte e aquecimento ainda insistem em emissões relevantes.

Em 2024, as emissões industriais permaneceram estáveis. Parte da melhoria veio também de menor atividade econômica, não apenas de ganhos de eficiência, segundo o governo. O aquecimento de edifícios e o transporte permanecem como maiores desafios.

O jogo fora de campo

A Alemanha não tem uma NDC própria, integrando metas climáticas ao marco da UE. A meta europeia é reduzir 55% das emissões líquidas até 2030 em relação a 1990, com neutralidade até 2050. O país ampliou objetivos internos para 65% de redução até 2030 e neutralidade até 2045.

Com queda de 48% até 2024, a Alemanha está bem posicionada para cumprir a trilha até 2030, mas os setores de difícil descarbonização exigem ações contínuas. A transformação econômica caminha lado a lado com a transição energética.

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