- Semana de forte turbulência no mercado de criptomoedas: Bitcoin pressionado pela primeira venda da Strategy desde 2022, piora nas negociações geopolíticas envolvendo o Irã e saídas líquidas nos ETFs da criptomoeda.
- Leilões de liquidez: mais de US$ 3 bilhões em liquidações de posições longas, ampliando a volatilidade e acelerando a queda do ativo.
- Análise da 21shares: fundamentos de longo prazo permanecem intactos; choque de sentimento explica o movimento recente; fluxo institucional indica saídas em ETFs de Bitcoin somando cerca de US$ 4 bilhões em 12 sessões.
- Dois cenários no radar: cenário base prevê consolidação com recuperação gradual e alvo de até US$ 100 mil até o fim do ano; cenário negativo aponta queda para US$ 50 mil a US$ 55 mil se suportes relevantes forem rompidos.
- Aspectos técnicos e sinais de resiliência: resistência em US$ 78 mil e suporte estrutural em US$ 60 mil; oferta de stablecoins supera US$ 320 bilhões; interesse institucional ainda não se reverteu.
O mercado de criptomoedas passou por uma semana de forte turbulência, pressionando o Bitcoin e acelerando a correção. Entre os gatilhos estão a primeira venda de Bitcoin pela Strategy desde 2022, piora nas negociações geopolíticas envolvendo o Irã e saídas líquidas expressivas dos ETFs da criptomoeda. Ao todo, o mercado registrou mais de US$ 3 bilhões em liquidações de posições longas.
A gestora 21shares aponta que o movimento é mais um choque de sentimento do que uma mudança na tese de longo prazo do Bitcoin. Os fundamentos permanecem intactos, mesmo diante da recente correção, e o fluxo institucional continua entre os principais elementos de atenção, com 12 sessões seguidas de saídas em ETFs somando cerca de US$ 4 bilhões.
Cenários para os próximos meses
Cenário base: consolidação com recuperação gradual
No cenário mais provável, o Bitcoin fica em uma faixa de consolidação antes de retomar a alta. A estabilização dos fluxos em ETFs e a redução da pressão vendedora poderiam abrir espaço para uma recuperação mais consistente. A 21shares mantém a projeção de alcançar US$ 100 mil até o fim do ano, baseada em leituras técnicas e indicadores de longo prazo.
Cenário negativo: correção mais profunda
Caso o ativo perca suportes relevantes, o Bitcoin pode recuar para a faixa de US$ 50 mil a US$ 55 mil. Nesse cenário, haveria extensão da correção, com maior estresse no ciclo e piora do sentimento de curto prazo.
Níveis técnicos e sinais de mercado
Em termos técnicos, a região de US$ 78 mil é vista como resistência relevante, enquanto a faixa próxima de US$ 60 mil funciona como suporte estrutural. Apesar da queda recente, o Bitcoin permanece acima de níveis de capitulação estrutural, o que indica que não houve entrada em bear market clássico.
Fluxos, liquidez e participação institucional
A oferta de stablecoins segue em expansão, já acima de US$ 320 bilhões, sinalizando liquidez disponível para movimentos futuros. O volume de Bitcoin enviado a exchanges permanece abaixo de picos históricos de estresse, reduzindo sinais de pânico generalizado. A participação institucional ainda não foi completamente revertida.
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