- Dados do Anfavea Visions 2026 mostram que 57% dos consumidores já usam IA na jornada de compra de veículos; 13% delegam parte das decisões à tecnologia.
- A IA não reduz a duração da pesquisa: ela resume informações, compara opções e leva o consumidor a ampliar a busca.
- Também há uso crescente para comparar marcas: 31% dos compradores já utilizam IA nesse tipo de comparação.
- O Brasil é considerado um dos países mais receptivos à IA, com 54% usando IA generativa em 2024 e 65% com visão otimista, segundo estudo do Google com Ipsos.
- especialistas apontam que agentes de IA devem ganhar espaço nos próximos 12 a 18 meses, incluindo no pós-venda automotivo.
A IA já participa da decisão de compra de veículos no Brasil, conforme dados apresentados no Anfavea Visions 2026. Quase metade dos consumidores usa ferramentas de IA ao longo da jornada, e 13% delegam parte das escolhas à tecnologia. A fala de Lara Guedes, líder do Google, reforça que a IA amplia a pesquisa, não encurta a busca.
Segundo a executiva, 57% dos consumidores já recorrem a IA durante o processo de compra, com 31% comparando marcas por meio dessas ferramentas. O paradoxo observado é que a IA processa informações enquanto o humano decide. A projeção é de crescimento contínuo do uso tecnológico na pesquisa automotiva.
As mudanças não se restringem a marcas ou modelos. Pesquisas indicam que 31% dos consumidores já utilizam IA para comparar opções, elevando a busca por soluções que se encaixem em rotinas, orçamento e uso real do veículo. O foco passa a ser a resolução de problemas, não apenas a aquisição de produtos.
A pesquisa aponta que o Brasil está entre os países mais receptivos à IA. Em 2024, 54% dos brasileiros utilizaram IA generativa, acima da média global de 48%. Além disso, 65% veem a tecnologia de forma otimista, contra 57% mundialmente.
O estudo, realizado pelo Google em parceria com Ipsos, envolveu 21 mil pessoas em 21 países. Entre os brasileiros, 60% acreditam que IA pode gerar ganhos econômicos e ampliar oportunidades de trabalho. O otimismo é mais intenso entre emergentes, conforme a análise da companhia.
Agenda futura
A próxima etapa aponta para a era dos agentes de IA. Usuários devem ter assistentes digitais que executem tarefas em nome deles nos próximos 12 a 18 meses, inclusive em áreas de pós-venda automotivo. Veículos conectados podem transmitir dados de manutenção a concessionárias e fabricantes.
Para montadoras e concessionárias, o desafio é competir também dentro de sistemas de IA que organizam informações de pesquisa. Conteúdos que transmitam autoridade e confiança tendem a ter maior peso, exigindo respostas transparentes às dúvidas dos consumidores. O papel da publicidade tradicional é questionado nesse novo cenário.
Implicações para o setor
Empresas passam a precisar investir em informações técnicas claras e atualizadas, alinhadas a necessidades reais dos usuários. A evolução implica maior transparência e disponibilidade de dados, para que as ferramentas de IA possam orientar decisões com qualidade. A consolidação desse ecossistema torna-se fator estratégico para marcas e redes de concessionárias.
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