- Jason Draho, chefe de alocação de ativos do UBS Chief Investment Office, diz que a inflação de maio pode representar o pico anual.
- Mesmo com acordo entre EUA e Irã, não se espera que o fluxo de petróleo e os preços de energia voltem ao normal imediatamente.
- Conforme os preços de energia caem, a inflação deve se estabilizar e, posteriormente, dissipar.
O dado de inflação de maio pode representar o pico da variação anual nos Estados Unidos, segundo avaliação de especialistas. O comentário acompanha o contexto de um possível acordo entre EUA e Irã que, se colocado em prática, pode influenciar o cenário energético.
Quem comenta é Jason Draho, chefe de alocação de ativos do UBS Chief Investment Office. Ele apontou que, embora os fluxos de petróleo e os preços de energia não retornem rapidamente aos níveis anteriores, a leitura de maio pode sinalizar o topo da inflação anual.
Quando esse pico ocorriria ainda nesta década, se a tendência de desaceleração com queda dos preços de energia se confirmar. Draho sugeriu que a inflação tende a se nivelar e, posteriormente, a recuar, com o menor peso de choques energéticos.
Onde isso se observa: nos indicadores de preços ao consumidor dos EUA, que devem refletir a evolução do petróleo, da energia e de bens ligados ao ambiente energético. A situação depende ainda da implementação de um acordo entre Estados Unidos e Irã.
Por quê isso importa: a leitura de maio pode indicar o ritmo da inflação ao longo do ano e orientar decisões de política monetária, além de influenciar estratégias de investimento e expectativas de juros no curto prazo.
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