- Kalshi, plataforma de mercados de predição cofundada por Luana Lopes Lara, está avaliada em US$ 22 bilhões e expandiu para além dos EUA, incluindo planos de atuação no Brasil.
- Em 2024, após a eleição americana, a plataforma atraiu mais de 2 milhões de usuários e movimentou US$ 2 bilhões em duas semanas, fortalecendo sua posição regulatória.
- A empresa busca tornar-se o maior mercado de derivativos do mundo, ampliando ativos negociáveis, operações de margem e alavancagem, e a liquidez institucional.
- Uma inovação-chave são os contratos futuros perpétuos, que não têm data de liquidação e visam tornar mais eficientes as posições em ações e criptoativos.
- Reguladores foram cruciais para a evolução do modelo; o sucesso em enfrentar barreiras legais permitiu maior credibilidade e crescimento, com foco na conformidade e na proteção contra manipulação.
Luana Lopes Lara, de Niterói, transformou a Kalshi em uma das apostas mais ambiciosas do mercado financeiro. Aos 29 anos, a empresária co-fundadora lidera uma plataforma de predição avaliada em US$ 22 bilhões, com foco em contratos baseados em eventos reais.
A Kalshi permite que investidores negociem previsões sobre temas como juros, eleições e clima. Em 2024, a vitória de Donald Trump nas eleições americanas foi prevista pela empresa antes do resultado, o que chamou a atenção de reguladores e de estudiosos.
A trajetória começou há oito anos, com Lara e o sócio Tarek Mansour, ex-Goldman Sachs, buscando regularizar mercados preditivos para atrair capital institucional. O caminho envolveu anos de diálogo com autoridades dos EUA.
Em 2024, após a ação judicial contra o regulador dos EUA, a Kalshi ampliou drasticamente sua base de usuários e o volume de transações. Em duas semanas, o serviço ganhou mais de 2 milhões de usuários e US$ 2 bilhões em negócios.
Regulação, expansão e futuros perpétuos
A empresa consolidou posição dominante no mercado regulado dos EUA, com participação superior a 90% no segmento. Hoje busca expansão global, incluindo o Brasil, com diálogo ativo junto aos reguladores locais.
Entre os diferenciais, destacam-se os contratos futuros perpétuos, ideia associada ao prêmio Nobel Robert Shiller. A Kalshi pretende ampliar ativos negociáveis, incorporar margem, alavancagem e infraestrutura para liquidez institucional.
A Kalshi não atua como contraparte; investidores negociam entre si. A empresa sustenta que a estrutura regulatória é essencial para atrair fundos institucionais e manter segurança jurídica.
A visão de longo prazo é tornar-se o maior mercado de derivativos do mundo, competindo com CME e ICE. A meta é chegar a trilhões de dólares em liquidez, com teses sobre o futuro amplamente negociáveis de forma regulada.
Luana ressalta que o Brasil entra no radar com o uso de diálogo responsável com autoridades. O objetivo é oferecer a solução por vias adequadas, evitando atalhos regulatórios. A empresa enfatiza responsabilidade ética na precificação de eventos.
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