- Open Finance já movimentou mais de R$ 30 bilhões em operações de crédito no Brasil, via compartilhamento de dados financeiros.
- A adesão depende de autorização do consumidor; ele decide quais dados compartilhar, com qual instituição e por quanto tempo, podendo cancelar a autorização a qualquer momento.
- O compartilhamento funciona como um “currículo financeiro”, ajudando na avaliação de risco e podendo viabilizar crédito com condições mais vantajosas.
- O sistema amplia o histórico entre instituições, alterando o modelo tradicional de avaliação de crédito e aumentando a competição entre bancos e fintechs.
- Embora haja regras do Banco Central e uso de protocolos de segurança, ainda há dúvidas sobre golpes; o usuário deve verificar dados acessados, instituição e finalidade da autorização.
O Open Finance já movimentou mais de R$ 30 bilhões em operações de crédito originadas pelo compartilhamento de dados financeiros no Brasil. O montante destaca o avanço da ferramenta, apesar do desconhecimento de muitos consumidores sobre seus benefícios.
Especialistas citam a desinformação sobre funcionamento e garantias de segurança como principal entrave para adesão. O CEO da iCred, Túlio Matos, aponta que a falta de clareza impede a confiança no sistema.
Funcionamento e controle do usuário
Ao contrário da ideia de acesso irrestrito, o Open Finance funciona com autorização do consumidor. Ele escolhe quais dados compartilhar, com qual instituição e por quanto tempo, e pode cancelar a autorização a qualquer momento.
Matos reforça que o dono dos dados continua sendo o cliente, e ninguém pode acessar informações sem consentimento. O sistema prioriza o controle contínuo do usuário ao longo de todo o processo.
Impactos na oferta de crédito
Especialistas dizem que quanto mais informações confiáveis sobre o comportamento do cliente, mais precisa tende a avaliação de risco. O Open Finance funciona como um currículo financeiro, considerando recebimentos, pagamentos em dia e histórico em outras instituições.
Com dados mais completos, há maior probabilidade de aprovação e de condições de crédito mais vantajosas, incluindo taxas de juros menores e ofertas personalizadas para o perfil do consumidor.
Mudança de modelo nas instituições
Historicamente, bancos avaliavam clientes com base no relacionamento internalizado. O compartilhamento entre instituições amplia o histórico disponível, elevando a competitividade do setor.
As empresas passam a tomar decisões com base em um conjunto de informações mais amplo, reduzindo distorções e promovendo avaliações mais individualizadas.
Segurança e dúvidas persistentes
Mesmo com avanços, golpes digitais alimentam a desconfiança de parte dos consumidores. O Open Finance opera sob regras do Banco Central e utiliza protocolos do sistema bancário nacional.
Especialistas alertam para a necessidade de analisar cada autorização com cuidado. Antes de compartilhar dados, verifique quais informações serão acessadas, a instituição envolvida e a finalidade.
Crédito alinhado ao perfil do cliente
Para Matos, o principal ganho é tornar as análises de crédito mais justas e menos genéricas. Transparência sobre a realidade financeira pode ampliar o acesso a crédito compatível com a capacidade de pagamento.
Além disso, o Open Finance tende a oferecer condições mais competitivas, beneficiando consumidores e instituições em um mercado cada vez mais digitalizado.
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