- Exportações de caminhões pesados do Brasil caíram 14% nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Anfavea.
- No acumulado, foram embarcados 9.200 caminhões, retração de 15,9% em relação ao mesmo período de 2025.
- Em maio, foram exportadas 2.200 unidades, queda de 21,2% na comparação anual.
- Caminhões chineses passaram a ocupar mais espaço no exterior, aumentando a pressão sobre fabricantes ocidentais; o CEO da VW Caminhões e Ônibus afirma que há mais marcas disputando fatias menores no mercado.
- Na África do Sul, a participação chinesa já chega a 50% do mercado; o executivo defende parcerias para elevar a competitividade das montadoras instaladas no Brasil, diante da escala e do financiamento chineses.
No exportação brasileira de caminhões, a participação do país perdeu fôlego diante do avanço de marcas chinesas. Os veículos pesados produzidos no Brasil enfrentam competição mais intensa em mercados do Sul Global, com pressão de preços e ofertas mais completas no exterior.
Dados da Anfavea mostram queda expressiva. Entre janeiro e maio, o setor exportou 9.200 caminhões, recuo de 15,9% frente ao mesmo período de 2025. Em maio, foram 2.200 unidades, queda de 21,2% na comparação anual.
Cenário de competitividade internacional
Roberto Cortes, CEO da VWCO, aponta que o caminhão brasileiro hoje disputa mercado com mais marcas do exterior, o que reduz fatias para todos os players. O movimento é motivado por mercados que cresceram pouco ou estabilizaram.
Cortes observa que fabricantes chineses adotam preços menores e pacotes de equipamentos atrativos, prática bem-sucedida nos veículos leves e que se estendeu aos pesados. A estratégia pressiona a competição com as montadoras ocidentais.
Impacto regional e perspectivas
Segundo o executivo, a China já é uma realidade nos principais mercados da América Latina, mesmo com participação ainda baixa no Brasil. Na África do Sul, as chinesas já detêm cerca de metade do mercado, cenário citado como indicativo de tendência global.
Para a indústria brasileira, a saída é buscar parcerias que elevem a produtividade e a competitividade fiscal, além de enfrentar a escala de produção chinesa. Cortes sustenta que mais acordos podem potencializar ganhos conjuntos entre parceiros.
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