- Copom deve promover o último corte de 25 pontos-base na próxima reunião e, por ora, pausar o ciclo, condicionando-se à evolução dos dados econômicos.
- A Selic permanece em patamar elevado e restritivo, mesmo com desaceleração da inflação, deixando pouco espaço para cortes adicionais.
- O cenário externo tem impacto limitado na decisão; o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã não deve ser usado como variável formal, embora possa aliviar condições financeiras.
- Fatores monitorados pelo Copom incluem inflação atual e seus núcleos, expectativas de inflação, desemprego e câmbio.
- Em 2026, cortes devem ser modestos e a Selic deve permanecer relativamente alta, o que reduz o impacto na economia real; preferência por ativos de renda fixa e indexados à inflação.
O Copom deve manter a trajetória de ajuste da Selic, com o provável último corte de 25 pontos-bases antes de aderir a uma postura de observação dos dados. A estimativa é de que o ciclo seja pausado ao menos por ora, dependendo da evolução dos indicadores.
Segundo o economista ouvido, a Selic deve encerrar o ciclo com um novo ajuste de 25 pontos-base na próxima reunião, seguido de uma pausa. Mesmo com a inflação em desaceleração, o nível atual é considerado restritivo.
A visão é de que a taxa básica permanece em patamar elevado, reforçando a necessidade de monitorar a inflação medida pelo IPCA, que chega com componentes desfavoráveis. O cenário externo tem impacto limitado, segundo ele.
Fatores geopolíticos recentes, como o fim do conflito entre EUA e Irã, não devem influenciar formalmente a decisão, pela brevidade do intervalo entre os acontecimentos e a reunião do Copom. Ainda assim, o ambiente externo pode favorecer algum alívio nas condições financeiras.
Entre os indicadores a serem observados, destacam-se inflação corrente e seus núcleos, expectativas de inflação, taxa de desemprego e câmbio. Esses elementos devem guiar a próxima sinalização do Copom.
Quanto ao efeito na economia real, a avaliação é de impacto limitado, com cortes pequenos e Selic alta por mais tempo. O cenário favorecerá ativos de renda fixa, especialmente pós-fixados e atrelados à inflação.
Para as próximas ações, a expectativa é de estabilidade, com dependência maior dos dados econômicos e espaço reduzido para novos cortes. O Copom deve manter cautela e acompanhar de perto o cenário.
Fonte: observadores do mercado e especialistas consultados na imprensa econômica.
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