- O Grupo EBM cobre todas as etapas de um data center, do fornecimento de energia ao rack de servidores, oferecendo um modelo “do grid ao chip”.
- A empresa projeta faturar mais de R$ 1 bilhão em 2026, após fechar 2025 perto de US$ 100 milhões, com ritmo de crescimento acima do dobro em um ano.
- O próximo passo é levar o modelo aos Estados Unidos, onde há demanda por soluções que integrem todas as fases da obra.
- O grupo atua em nove países, com presença na América Latina, no Panamá e em Hong Kong, buscando ampliar ainda mais a atuação.
- O portfólio envolve cinco empresas: EBM Engenharia, IDS, EBM Tech, DRS e Trusted Data, esta última adquirida há cerca de 18 meses com 60% de participação.
O Grupo EBM atua como integrador completo de data centers, cobrindo desde a geração de energia até a instalação final dos racks. A empresa planeja faturar acima de R$ 1 bilhão em 2026, impulsionada pelo crescimento da demanda por IA.
A companhia, liderada por Eduardo Menossi, atua em nove países da América Latina, além de estruturas no Panamá e em Hong Kong. Hoje são cinco empresas sob o guarda-chuva, que vão do projeto à entrega dos equipamentos.
O objetivo do grupo é entregar obras dentro do prazo, um gargalo comum no setor. A empresa oferece um time único, responsável por energia, refrigeração e comissionamento, reduzindo a necessidade de coordenação entre fornecedores.
Do grid ao chip
A estratégia do grupo resume-se em cobrir toda a cadeia de infraestrutura de um data center, da rede elétrica aos servidores. O modelo integra engenharia, fornecimento de equipamentos e operação.
Entre as unidades, a EBM Engenharia faz projeto e implantação, enquanto a IDS fornece geradores, baterias, ar-condicionado e refrigeração. A Trusted Data cuida da montagem final dos racks.
O grupo também opera com produção white label e contratos com fabricantes chineses para acelerar entregas, que hoje variam entre nove meses e um ano. A integração reduz surpresas no comissionamento.
Perspectivas internacionais
A expansão prevê os Estados Unidos como próximo mercado. Há planos de adaptar o modelo de gestão de obras completas para o público americano, onde há carência de empresas que coordenem todas as etapas.
O ritmo de crescimento já vem se apoiando mais na área de produtos e automação do que apenas na engenharia. Novas soluções construtivas devem chegar ainda este ano, voltadas a grandes projetos, como o de 400 megawatts.
Menossi reforça a busca por credibilidade setorial, destacando a importância de manter a equipe central para evitar perdas de histórico em negócios. O grupo espera manter a liderança na área de operações de data centers.
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