- Tribunal Mercantil de Gijón homologou judicialmente o plano de reestruturação da Duro Felguera, rejeitando as demandas de nove credores mercantis, e abriu caminho para a sua execução.
- A homologação viabiliza a implementação do plano, com foco em estabilidade, atividade e crescimento ordenado; as ações da companhia subiram cerca de 23% após a notícia.
- O plano financeiro busca devolver solidez ao balanço, cancelar dívidas insustentáveis e extinguir contingências ligadas a litígios e projetos históricos.
- O perímetro afetado pela reestruturação supera 980 milhões de euros, incluindo dívida ordinária, obrigações conversíveis e contingências de projetos como Djelfa (407,9 milhões de euros).
- O Grupo Prodi passa a atuar como acionista de referência; há cartas de intenção no valor de até 300 milhões de dólares para projetos no México, além da recuperação de empregos e manutenção da cotação na bolsa.
Duro Felguera teve a homologação judicial do seu plano de reestruturação aprovada pelo Tribunal Mercantil de Gijón, nesta segunda-feira. A decisão desestimou denúncias apresentadas por nove mercantis e autoriza a execução do plano para a nova fase da empresa, com foco em estabilidade, atividade e crescimento responsável. As ações da empresa chegaram a subir cerca de 23% após o anúncio.
A multinacional Asturiana argumenta que a homologação permite avançar com a reestruturação financeira, jurídica e operativa prevista, mantendo a atividade e a continuidade de projetos em diferentes mercados. O objetivo é eliminar cargas de projetos históricos e contingências associadas a litígios, consolidando uma plataforma mais sólida.
A reestruturação envolve uma ordem financeira que visa devolver solidez ao balanço, cancelando dívida insustentável e principais passivos contingentes. Ao mesmo tempo, a empresa fechará contingências legais, mantendo a transformação organizacional centrada nos negócios EPC de referência.
O plano também prevê uma novação de dívida vinculada à participação FASEE, com amortização até 2035, para aliviar a pressão financeira e alinhar o calendário de pagamento ao plano de negócios. Além disso, há uma recapitalização com redução de capital para absorver perdas e uma amplição de 10 milhões de euros, com aporte do Grupo Prodi.
Segundo a empresa, a operação resulta em liquidez de até 23 milhões de euros, com recursos obtidos pela venda da sede central e pela própria amplição. Essa medida reforça a posição patrimonial e a capacidade de investir na nova etapa.
O Grupo Prodi é destacado como acionista de referência e parceiro industrial, respaldando a companhia durante as fases mais exigentes. A companhia afirma que esse apoio gera oportunidades nos setores industrial e energético dentro do novo marco de estabilidade.
Entre as oportunidades mencionadas estão cartas de intenção no valor de 300 milhões de dólares para dois projetos no México: o Escolín, planta de fertilizantes, e o Tula, uma central de ciclo combinado desenvolvida com Mota-Engil México. Desenvolvimentos em Mining & Handling também são citados.
O tribunal informou que a homologação permite executar as medidas previstas com segurança e clear, neutralizando contingências de projetos legacy. Assim, projetos como Iernut e Djelfa passam a ter mitigadas as passivas associadas, reduzindo incertezas que pesavam sobre a atividade e as finanças do grupo.
Sobre a reorganização operacional, o plano propõe uma estrutura mais enxuta, com foco em quatro verticals de experiência: Energia, Mining & Handling, indústria e Energy Storage. A empresa pretende manter atuação no EPC e montagem, com maior disciplina na seleção e execução de projetos.
O presidente executivo, Eduardo Espinosa, afirmou que o plano resolve o desequilíbrio histórico da empresa e abre uma nova etapa para a Duro Felguera, mantendo a cotação na Bolsa de Madrid e o emprego de mais de 500 profissionais.
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