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Economistas projetam inflação e Selic mais altas neste ano

Inflação e Selic sobem para o fim deste ano; Copom mantém queda de 0,25 p.p., enquanto dólar e PIB são revisados para cima

Fachada da sede do Banco Central, em Brasília
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  • Economistas mantêm expectativa de inflação alta, com IPCA em 5,30% no fim deste ano, acima do teto de 4,5%.
  • O Focus eleva as previsões de inflação para os próximos anos, chegando a 4,10% em 2027 e 3,68% em 2028.
  • A Selic prevista para o fim deste ano sobe para 13,75%, mantendo a expectativa de queda de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom.
  • O dólar projetado para o fim do ano sobe para 5,20 reais.
  • O PIB é projetado em alta, passando de 1,91% para 1,96% no fim deste ano.

Os economistas mantiveram a previsão de alta da inflação e da Selic para o fim deste ano, conforme o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. O mercado espera que a Selic encerre o ano em 13,75%, com a justificativa de que a inflação ainda está acima da meta. A reunião do Copom, que também ocorre nesta semana, deve manter o ritmo de cortes de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25% no fim do período.

O Focus aponta avanço na projeção de inflação e de alguns indicadores para os próximos anos. A inflação medida pelo IPCA é prevista em 5,30% para este ano, acima do teto da meta de 4,5%, o que condiciona a trajetória da política monetária. Pela projeção, a inflação em 2027 fica em 4,10% e em 2028 em 3,68%.

Inflação, juros e câmbio

Os analistas também elevaram as previsões para o dólar no fim do ano, de 5,15 para 5,20 reais, enquanto o PIB é visto em 1,96% para 2024. Em relação aos próximos três anos, as estimativas para o crescimento mantêm-se estáveis em 1,7% (2027) e 2% (2028 e 2029).

A meta de inflação estimada pelo BC permanece em 3%, com variação de até 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, influenciada pelos efeitos da guerra no Irã e por fatores externos.

A expectativa de cortes na Selic permanece, na visão dos economistas consultados pelo BC, indicando uma trajetória de queda gradual após o teto inflacionário.

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