- A incorporadora Trisul trocou pela primeira vez o comando em mais de 40 anos: Jorge Cury deixa a presidência executiva para assumir o conselho de administração, e Michel Esper Saad Junior passa a vice.
- O cargo de chief executive officer (CEO) ficou com João Azevedo, que estava na empresa há dois anos como vice‑presidente de operações.
- A mudança foi planejada há dois anos, quando Azevedo chegou à Trisul para esse papel.
- A estratégia continua focada em atuação tanto no segmento econômico do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) quanto no médio e médio‑alto em São Paulo.
- Atualmente, metade dos lançamentos da Trisul é no MCMV; a empresa também busca oportunidades de compra de terrenos, com ênfase em projetos de alta qualidade no alto padrão.
A Trisul, incorporadora tradicional de São Paulo, mudou pela primeira vez a sua liderança em mais de 40 anos. O fundador Jorge Cury deixou a presidência executiva para assumir o conselho de administração, substituindo o sócio Michel Esper Saad Junior, que passa a vice-presidência.
O novo CEO é João Azevedo, que já atuava na empresa há dois anos como vice-presidente de operações. A transição foi anunciada nesta segunda-feira e faz parte de um planejamento iniciado há dois anos, com Azevedo chegando à Trisul para liderar a empresa no longo prazo.
A mudança não representa ruptura. Cury permanece na gestão da companhia, mantendo participação ativa e foco na continuidade da estratégia. Azevedo assume a presidência executiva, apontando continuidade institucional e de metas.
Contexto estratégico e atuação no mercado
A Trisul mantém atuação nos segmentos econômico e de médio a médio-alto na cidade de São Paulo. O retorno ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) ocorreu há cerca de três anos, após ajustes de juros e crédito para a classe média.
Hoje, metade dos lançamentos da empresa ocorre no MCMV, com imóveis até R$ 600 mil. Nos segmento médio e médio-alto, os preços vão de R$ 600 mil a R$ 2,25 milhões, com concentração na faixa mais alta.
Cury destaca que o grande desafio foi preparar a empresa para as operações em diferentes perfis de renda. A prioridade atual é manter a atuação saudável e explorar oportunidades de aquisição de terrenos, mantendo o ritmo de obras e lançamentos.
Perspectivas e mercado imobiliário
Segundo Cury, a demanda da classe média depende de financiamentos, que ainda enfrentam incertezas. Ele afirma que, com a redução de juros, o grupo pretende voltar a lançar opções para esse público, que é expressivo no mercado.
O executivo também aponta a necessidade de foco em qualidade. Na visão dele, imóveis de alto padrão exigem rigor técnico e localização privilegiada, influenciando o comportamento do consumidor e o ritmo de vendas.
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