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Lagarde vê energia subir impactando setores e mantém alerta sobre inflação

Lagarde diz que alta da energia começa a se propagar a outros setores, elevando inflação e sinalizando novas medidas do BCE

Novas estimativas do BCE para inflação e crescimento econômico
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  • Christine Lagarde afirmou que os preços elevados da energia já começam a se propagar para outros setores da economia, com efeitos indiretos da inflação observados em quase todos os lugares nas últimas semanas.
  • Ela alertou que aumentos salariais de segunda ordem podem surgir e que medidas podem ser necessárias para conter isso.
  • O Banco Central Europeu aumentou as taxas de juros na semana passada pela primeira vez desde 2023, após a alta dos preços causada pela guerra no Oriente Médio.
  • Mercados esperam possibilidade de novo aumento ainda na reunião de julho, com a taxa de depósito projetada em 2,5% até o fim do ano e 25% de chance de mais mais 0,25 ponto percentuais.
  • Notícias sobre possível reabertura do Estreito de Ormuz e remoção de minas impactam energia; autoridades ressaltam que pode levar meses para o abastecimento voltar ao normal.

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que os altos preços da energia já estão contagiando a economia, com efeitos indiretos aparecendo em diversos setores nas últimas semanas. Ela reforçou a necessidade de agir diante de possíveis pressões salariais.

Lagarde destacou a inflação subjacente como indicador relevante para monitorar o cenário, apontando que os efeitos de segunda ordem podem surgir conforme a inflação se espalha. A declaração foi feita em entrevista para uma rádio francesa.

O BCE elevou as taxas de juros na semana passada pela primeira vez desde 2023, após a escalada de preços ligada ao conflito no Oriente Médio. Autoridades não descartam novo aperto ainda em julho, dependendo do comportamento da inflação.

Mercado e política monetária

Mercados projetam mais um aumento da taxa de depósito no fim do ano, indo a 2,50%, com probabilidade de 25% de um caso adicional para 2,75%. As expectativas oscilam conforme evolui a situação geopolítica.

Horas antes, EUA e Irã teriam chegado a acordo provisório para reabrir o Estreito de Ormuz, o que derrubou rapidamente os preços da energia. Caso confirmado, houve receio de melhoria gradual do fornecimento de petróleo.

O presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, afirmou que a normalização da oferta de petróleo pode levar meses, mesmo com a abertura do estreito. A respeito de políticas, ele alertou que o impulso fiscal para energia pode expirar.

Perspectivas regionais

O presidente do BCE português, Álvaro Santos Pereira, destacou que a normalização da energia deve levar tempo e não é adequado antecipar o caminho da política monetária. Colleague Martins Kazaks também indicou prontidão para novas medidas.

Kazaks reforçou a disposição do BCE de agir para evitar que preços elevados de energia se difundam para outros setores da economia, mantendo o foco na estabilidade de preços.

Lagarde afirmou ainda que, se a inflação se sustentar, atenderá ao objetivo de contê-la, reconhecendo que o desafio é evitar que a inflação permaneça elevada por muito tempo.

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