- O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã derrubou o petróleo para perto de US$ 80 por barril, após quedas acima de US$ 100 durante o conflito, o que puxou as ações das petroleiras para baixo.
- Petrobras teve queda de cerca de 5,3% nas ações ordinárias (PETR3, a US$ 43,74) e 5,15% nas preferenciais (PETR4, a US$ 57,10) no dia. Outras petroleiras também tiveram baixas: Prio (PRIO3) caiu 6,91%, Brava Energia (BRAV3) 4% e PetroReconcavó (RECV3) 6,50%.
- Analistas afirmam que ainda pode haver espaço para novas quedas tanto no petróleo quanto nas ações do setor, sugerindo cautela para quem pensa em comprar.
- A perspectiva é de continuidade da pressão de queda no petróleo nas próximas semanas, com o preço oscilando próximo de US$ 80 por barril, o que pode manter pressão sobre margens e valuations das companhias.
- Entre os razões específicas, analistas destacam geração de caixa da Petrobras em meio a investimentos e a sensibilidade diferente de cada empresa ao preço do petróleo; alguns indicam oportunidade, sobretudo na Petrobras, se houver ajuste de preço e dividendos estáveis.
O preço do petróleo caiu nesta segunda-feira (15) após um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, o que derrubou bolsas e arrastou as ações de petroleiras no Brasil. O recuo do petróleo reduz as perspectivas de lucro das empresas do setor, impactando não apenas Petrobras, mas também outras companhias listadas.
As ações da Petrobras registraram queda significativa: PETR3 interrompeu o dia em 43,74 reais, com queda de 5,3%, e PETR4 caiu 5,15%, a 57,10 reais. Também houve recuos de Prio, Brava Energia e PetroRecôncavo, refletindo o cenário de menor prêmio de risco no petróleo.
Analistas destacaram que ainda pode haver espaço para novas quedas no petróleo e nos papéis do setor, antes de uma possível recuperação. O Brent e o WTI recuaram para perto de 80 dólares por barril, após a reabertura potencial de rotas de produção e transporte na região.
Análises apontam que, mesmo com o recuo, a Petrobras vive desafios de geração de caixa devido a investimentos em projetos com retorno variável. A recomendação de cautela permanece para Petrobras e para o setor como um todo, até que haja maior clareza sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
Entre as petroleiras, a Prio aparece como a mais sensível à oscilação do petróleo, o que explica a queda mais acentuada. A avaliação é de que a Petrobras tende a sofrer menos impacto de curto prazo, o que pode manter interesse em ações de longo prazo.
Para investidores, a possibilidade de quedas adicionais é mencionada por parte dos analistas. O cenário sugere observar preços mais baixos e avaliar entradas graduais, com foco em fundamentos e visão de dividendos da Petrobras.
João Tonello, da Suno Research, ressalta que cada empresa reage de modo distinto às variações do barril. A Prio tem maior exposição ao petróleo, enquanto PetroRecôncavo mantém participação maior de gás, o que modifica os riscos.
Mesmo com o recuo, o Brent ainda é visto como nível atrativo para o setor. Alguns analistas indicam que a correção pode abrir oportunidades de entrada, especialmente para Petrobras, Prio e PetroRecôncavo, em patamares que indiquem retorno potencial.
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