- Dustin Moskovitz deixou o cargo de CEO da Asana Inc. no verão passado, dizendo que a função está exaustiva.
- Ele afirmou que, em vez de ficar mais fácil com a maturação da empresa, o cargo passou a exigir reação a crises constantes.
- O cenário é agravado por tarifas históricas, guerra com o Irã e choques de petróleo que afetam cadeias de suprimento e a inflação.
- O avanço da inteligência artificial é visto como ameaça de transformar o trabalho e o mercado.
- Esses fatores ajudam a explicar a queda do interesse de novos talentos em assumir cargos de liderança.
Dustin Moskovitz deixou a presidência da Asana Inc. no fim do verão passado. Meses depois, ele descreveu publicamente o cargo de CEO como exaustivo, dizendo que o papel não ficou mais fácil com a maturidade da empresa, mas ficou mais caótico.
A percepção dele reforça o que muitos executivos estão sentindo hoje: liderar uma organização se tornou uma operação 24/7, com crises frequentes e fora do controle. A sensação é de que o foco mudou de construir a empresa para apenas reagir a problemas urgentes.
Entre os principais desafios apontados nos últimos 18 meses estão tarifas profundas, as mais altas desde a Grande Depressão, que rearranjaram cadeias de suprimento e pressionaram a inflação. Há também tensões geopolíticas, incluindo um conflito com o Irã, impactos no petróleo e mudanças na ordem mundial.
A ascensão e adoção de inteligência artificial adicionam outra camada de complexidade. Executivos veem a tecnologia como ferramenta de transformação da força de trabalho e da própria natureza do trabalho, o que aumenta a incerteza sobre planejamento de longo prazo.
Ao mesmo tempo, o cenário econômico global continua em evolução, com flutuações de preços, impactos em cadeias de produção e exigência de decisões rápidas para manter a competitividade. Os efeitos, segundo Moskovitz, exigem gestão de crises constante.
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