- A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria aponta que 35,2% das exportações brasileiras para os EUA podem enfrentar barreiras comerciais mais altas.
- Se confirmadas, 31,6% das exportações passariam a ter tarifa de 37,5%, frente à tarifa atual de 10%.
- Outros 3,6% seriam taxados em 12,5%.
- No conjunto, 54,1% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA pagariam algum tipo de sobretaxa, contra 18,9% hoje.
- Economistas destacam que o aumento pode reduzir a competitividade, impactar empregos e dificultar a busca por novos mercados.
Dois fatores ajudam a entender o alerta recente sobre tarifas dos EUA. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, se as medidas forem confirmadas, 35,2% dos itens exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano enfrentariam barreiras mais elevadas. A notícia envolve setores como açúcar, etanol, suco de laranja e minério de ferro.
A pesquisa mostra que a maior parte das exportações ficaria sujeita a tarifas de 37,5%, contra 10% hoje. Esse grupo representa 31,6% das vendas brasileiras aos EUA. Outros 3,6% teriam incidência de 12,5%. No total, 54,1% das exportações teriam algum tipo de sobretaxa, frente a 18,9% atualmente.
Esses números indicam menor competitividade da indústria brasileira e possíveis impactos sobre empregos e investimentos, conforme a CNI. Para Constanza Negri, os efeitos de exportações de alto valor agregado são cruciais para o país, e aumentos tarifários podem reduzir retornos econômicos e gerar perdas ocupacionais.
Especialistas também destacam o potencial efeito cascata em mercados externos. O economista José Luiz Pagnussat afirma que a demanda por produtos brasileiros pode diminuir, dificultando a recolocação da produção que deixaria de ir ao mercado dos EUA.
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