- A turismo de vinho deve atingir US$ 138,4 bilhões até 2033, impulsionando o turismo global com experiências imersivas como degustações e roteiros de colheita.
- A pesquisa aponta um crescimento anual composto de 13% entre 2026 e 2033, com a tendência de viagem por experiências em vez de simples passeios.
- A Europa segue como principal destino, respondendo por cerca de 42% do mercado em 2025, com regiões como Bordeaux, Toscana e La Rioja atraindo visitantes.
- A Ásia-Pacífico é a região de crescimento mais rápido, prevista para avançar 15,2% ao ano até 2033, com Ningxia, na China, ganhando destaque.
- Na América do Norte, o turismo de vinho deve crescer cerca de 12,8% entre 2026 e 2033, com uso de tecnologia e pacotes de experiências para ampliar receitas e fidelizar visitantes.
Global wine tourism deve chegar a US$ 138,4 bilhões até 2033, segundo a Persistent Market Research. A tendência mostra turismo de vinhos migrando de visitas clássicas para experiências imersivas.
O estudo destaca que o mercado global de turismo deve crescer 13% ao ano entre 2026 e 2033, impulsionado pela busca por experiências autênticas. O vinho figura como motor dessa transformação.
A Europa permanece com a maior participação, respondendo por 42% das transações em 2025. Regiões como Bordeaux, Toscana e La Rioja mantêm relevância e investem em infraestrutura para ampliar a permanência dos visitantes.
Perspectiva regional
A Ásia-Pacífico surge como a região de crescimento mais rápido, com 32% de participação em 2025 e previsão de alta de 15,2% ao ano até 2033. A demanda cresce com a classe média e melhorias na infraestrutura de enoturismo.
Na China, Ningxia ganha destaque como destino para enoturismo, apoiado por políticas públicas e maior interesse local. A China é o maior mercado doméstico de turismo, o que favorece as vinícolas locais.
Na Índia, pacotes que combinam visitas a vinícolas com experiências de estilo de vida atraem consumidores. Sula Vineyards, Nashik, e Grover Zampa, Karnataka, oferecem visitas, degustações e atividades.
Mercados emergentes e eventos
Festivais como o SulaFest ajudam a atrair público internacional. Muitas vinícolas passaram a oferecer harmonização de vinhos e comidas para explorar nuances de paladar.
Na região, vinícolas da Austrália e da Nova Zelândia priorizam reconhecimento de marca a longo prazo, fortalecendo o turismo enológico local.
Impactos, desafios e oportunidades
Na América do Norte, o turismo de vinhos deve crescer 12,8% entre 2026 e 2033. Experiências imersivas, roteiros personalizados e apps de reserva ampliam o gasto por visita.
Regulações de bebidas, horários de funcionamento e venda no local limitam capacidade de visitação e a flexibilidade de pacotes. A sazonalidade também pesa, principalmente em Bordeaux e La Rioja.
Questões macroeconômicas e tensões geopolíticas afetam viagens e consumo. Em Líbano, por exemplo, a volatilidade local freia o mercado, segundo a Drinks Business.
Caminhos para o futuro
Práticas de turismo sustentável ganham espaço, com trilhas vínicas e experiências de baixo impacto. Regiões como Douro e Barossa investem em estratégias de enoturismo responsáveis e atraentes.
A busca por experiências mais conscientes impulsiona novos roteiros e parcerias entre produtores, operadores e comunidades locais. O objetivo é ampliar a atratividade sem degradar recursos.
A pesquisa aponta, assim, que o enoturismo deve se consolidar como componente relevante do turismo global, com receitas, empregos e expansão de mercados ainda por explorar.
Entre na conversa da comunidade