- Vendas do varejo caíram 1,5% em abril ante março, já ajustadas sazonalmente, conforme o IBGE.
- O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava queda de 0,6%.
- Na comparação com abril de 2024, o varejo avançou 1%, desacelerando em relação à alta de 4% de março e abaixo da previsão de 2%.
- Combustíveis e lubrificantes registraram a maior queda, de 6,2%, puxada pela variação de preços.
- Supermercados e hipermercados subiram 1,3%, ajudando a conter a retração do setor.
O varejo brasileiro registrou queda de 1,5% em abril, frente a março, já ajustado sazonalmente. O dado, divulgado pelo IBGE, ficou abaixo do esperado pelo mercado, que previa retração de 0,6%.
Na comparação anual, o varejo avançou 1% em abril de 2025, desacelerando frente ao ganho de 4% registrado em março. Também ficou abaixo da previsão de alta de 2%.
Isso sinaliza perda de fôlego do setor no início do segundo trimestre.
Segmentos e desdobramentos
Combustíveis e lubrificantes lideraram as quedas, com retração de 6,2%, associada aos preços elevados no período. Outros artigos de uso pessoal e doméstico também contribuíram para o resultado negativo.
Por outro lado, supermercados e hipermercados tiveram alta de 1,3%, ajudando a atenuar a queda do varejo como um todo. O segmento alimentício mostrou resiliência ao consumo de itens essenciais.
A leitura do IBGE aponta que, diante de juros elevados e inflação persistente, o poder de compra das famílias continua pressionado e dificulta a recuperação do varejo.
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