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Agro rebate governo e estima custo de 65 bilhões com dívidas rurais

Frente Parlamentar da Agropecuária indica custo máximo de 65 bilhões em 13 anos para renegociação de dívidas rurais, contestando estimativas do governo

Atualmente, o estoque total de crédito ligado ao agronegócio soma R$ 1,226 trilhão, considerando operações bancárias e extrabancárias; na imagem, maquinário agrícola em uma plantação
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  • Frente Parlamentar da Agropecuária sustenta que o PL 5.122/2023 é autorizativo e não cria despesa obrigatória para a União; custo estimado seria de até R$ 65 bilhões em 13 anos, com R$ 5 bilhões no primeiro ano, conforme cálculo da bancada.
  • Governo aponta estimativa de custo de R$ 140 bilhões; a diferença é apresentada pela FPA como resultado de confundir estoque elegível com custo efetivo.
  • Carteira rural “estressada” subiu de R$ 38 bilhões em jan/2024 para R$ 171 bilhões em jan/2026, alcançando R$ 196 bilhões em abr/2026, segundo a FPA.
  • O projeto prevê que apenas producers com perdas superiores a trinta por cento da renda bruta em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com inadimplência desde 2 de janeiro de 2024, poderão acessar os benefícios.
  • A FPA afirma que o programa é financiado com recursos existentes em fundos públicos e instrumentos de crédito rural, e que o Executivo definirá limites de contratação por decreto; a adesão dependerá da avaliação de cada instituição financeira.

O PL 5.122 de 2023, apresentado pela Frente Parlamentar da Agropecuária, prevê mecanismos para renegociação de dívidas rurais. Técnicos afirmam que o custo estimado é de até R$ 5 bilhões no primeiro ano e até R$ 65 bilhões em 13 anos, diante da Selic de 14,5% ao ano. A avaliação contrasta com estimativa do Ministério da Fazenda, de cerca de R$ 140 bilhões.

Segundo a FPA, as cifras do governo confundem o estoque de operações elegíveis com o custo efetivo do programa. O grupo sustenta que não há despesa obrigatória para a União e que o texto é autorizativo, com o Executivo definindo limites por decreto.

A bancada mostra que o estoque total de crédito ligado ao agronegócio soma R$ 1,226 trilhão, considerando operações bancárias e extrabancárias. Parte dessas operações poderá acessar os benefícios, mediante critérios técnicos aprovados no projeto.

Critérios de elegibilidade

A FPA explica que o produtor precisa comprovar perdas superiores a 30% da renda bruta em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, via laudo técnico. Além disso, o produtor deve estar inadimplente desde 2 de janeiro de 2024.

A exigência de comprovação visa evitar que toda a carteira estressada seja atendida. Segundo os técnicos, quem não buscou instituição financeira ou renegociação não será contemplado.

Como o programa será financiado

A bancada diz que o projeto utiliza recursos já existentes em fundos públicos e mecanismos de crédito rural. Entre as fontes estariam o Fundo Social do Pré-Sal, superávits de fundos da Fazenda e fundos constitucionais (FNE, FNO, FCO), além de Funcafé e recursos do SNCR.

O Fundo Garantidor do Agro também seria usado como garantia para novas operações, mantendo o risco de crédito com as instituições financeiras. A FPA afirma que não haverá rombo fiscal com esse modelo.

Progresso legislativo

O Senado aprovou a medida no dia 10 de junho. Com isso, o texto segue para análise da Câmara. A bancada afirma que o objetivo é oferecer uma alternativa aos produtores atingidos por eventos climáticos extremos, sem comprometer as contas públicas.

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