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Antler lança o primeiro fundo no Brasil com apoio de BNDES e parceiros

Antler lança no Brasil o seu primeiro fundo, com captação em andamento, que pode chegar a até R$ 250 milhões para investir em cerca de 80 startups no estágio inicial

Veículo da Antler ainda está em fase de captação e pode chegar a R$ 250 milhões para investir no early stage — Foto: Richard Drury/Getty Images
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  • Antler lançou no Brasil seu primeiro fundo, com participação de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/FNDCT), Badesul, BRDE e Fomento Paraná.
  • O veículo é voltado a investimentos em startups de alto potencial no estágio inicial e ainda está em captação, podendo chegar a até R$ 250 milhões para investir em cerca de oitenta startups.
  • A estruturação ocorreu após participação do BNDES (2023) e do Badesul (2024); uma cerimônia com o BNDES está prevista para ocorrer no Rio de Janeiro.
  • A Antler atua globalmente e já investiu em mais de duas mil empresas em estágio inicial desde 2018; a entrada de capital público busca ampliar o fluxo de capital privado.
  • A gestora planeja retomar o programa de residência no segundo semestre, reformulado para formato mais flexível com eventos presenciais e virtuais para alcançar empreendedores de todo o país.

A gestora Antler anunciou nesta terça-feira 16 de junho o lançamento do seu primeiro fundo no Brasil, com participação de BNDES, FINEP/FNDCT, Badesul, BRDE e Fomento Paraná. O veículo investirá em startups de alto potencial ainda no early stage, em dobradinha com o capital público.

O fundo, ainda em captação, pode chegar a até R$ 250 milhões e deverá financiar cerca de 80 startups. A estruturação ocorreu após participação em chamadas públicas do BNDES em 2023 e do Badesul em 2024. Uma cerimônia com o BNDES será realizada no Rio de Janeiro.

Parcerias públicas fortalecem o early stage

A Antler atua em mais de 25 países e já investiu em mais de 2 mil empresas desde 2018. A gestora ressalta que o modelo com entidades públicas já é utilizado em outras regiões, conectando fundos soberanos e instituições de desenvolvimento.

A diretora-fundadora da Antler Brasil afirma que a forma de governança com capital público busca tornar o fundo local mais robusto. O objetivo é reduzir o risco inicial para atrair investidores privados em rodadas futuras.

A iniciativa acontece após a atuação da Antler no Brasil desde 2023, quando realizou residências para conectar empreendedores a parceiros. Ao final de cada ciclo, algumas startups recebiam aportes de cerca de US$ 150 mil.

Perspectivas e próximos passos

Antler aponta que a presença de cinco instituições públicas sinaliza apoio ao estágio inicial, estimulando um capital mais paciente. O objetivo é facilitar a entrada de capital privado nas fases seguintes.

A gestora pretende retomar o programa de residência no segundo semestre, com formato mais flexível e encontros presenciais e remotos. O modelo anterior previa residências de 10 semanas em São Paulo.

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