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Banco do Japão eleva juros a 1% ao ano, maior nível em 31 anos

Japão eleva juros para 1% ao ano, maior nível em 31 anos, com sete votos a um; inflação subjacente pode manter pressão sobre a meta

Imagem: Toru Hanai/Reuters
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  • O Banco do Japão elevou a taxa de juros para 1% ao ano, o maior nível em trinta e um anos, pela primeira vez desde dezembro.
  • a decisão teve veredito de sete votos a um, com um membro discordando sobre riscos de crescimento versus inflação.
  • o BC do Japão alinhou-se à política monetária mais restritiva global em meio à escalada de preços com o conflito no Irã e pressões inflacionárias.
  • o banco suspendeu o programa de redução gradual de compras de títulos a partir de abril de 2027 e manterá compras mensais de cerca de 2 trilhões de ienes em títulos do governo, com possibilidade de ajuste futuro.
  • o comunicado destacou que o risco de deterioração da economia diminuiu com avanços na obtenção de energia, porém as perspectivas de preços permanecem sob monitoramento devido repasse de custos do petróleo.

O Banco Central do Japão elevou a taxa básica de juros para 1% ao ano, o maior nível desde 1993. A decisão ocorreu pela primeira vez desde dezembro, alinhando a política monetária japonesa com padrões mais restritivos adotados por bancos centrais globais para conter a inflação.

A alta foi motivada pela pressão de preços diante da escalada dos custos com energia, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. Embora haja avanços nas negociações para encerrar guerras regionais, o BC do Japão sinalizou que a inflação permanece um risco significativo para a frente.

O anúncio oficial ressaltou que o repasse de custos com petróleo continua a aumentar os preços ao consumidor em diversos itens. Mesmo com perspectivas de deterioração econômica suavizadas, o BC enfatizou vigilância sobre a inflação subjacente frente à meta.

A decisão de subir os juros recebeu 7 votos a favor e 1 voto contra. O diretor Toichiro Asada discordou, argumentando que os riscos de queda do crescimento seriam maiores que os riscos inflacionários.

Medidas adicionais anunciadas

O BC também suspendeu o programa de redução gradual de compras de títulos a partir de abril de 2027 e manteve a compra mensal de cerca de 2 trilhões de ienes em títulos públicos. Diretores indicaram que ajustarão o ritmo dessas compras conforme necessário em futuras reuniões.

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