Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bancos centrais planejam comprar ouro neste ano em ritmo sem precedentes

Bancos centrais pretendem comprar ouro em ritmo recorde neste ano, ajudados pela queda de preço e pela diversificação de reservas

Edificio del Banco de Inglaterra en Londres, en una fotografía de archivo. Foto sin fecha
0:00
Carregando...
0:00
  • O World Gold Council informou que 45% das 74 entidades monetárias pesquisadas pretendem comprar ouro no próximo ano, o maior percentual já registrado.
  • O movimento ocorre mesmo com o preço do ouro, que subiu muito nos últimos anos, tendo recuado neste ano por fatores como custos de energia e expectativas de altas de juros.
  • A demanda por ouro está ligada à diversificação das reservas que, segundo o levantamento, deve reduzir ou moderar significativamente a participação do dólar nos próximos cinco anos, conforme 74% dos pesquisados.
  • Bancos centrais de mercados emergentes devem responder pela maior parte das compras no próximo ano, com cerca de 53% desses respondentes, versus 18% entre bancos de economias avançadas.
  • Em termos de custódia, o Banco da Inglaterra é o destino mais utilizado (por 57% das entidades). Além disso, 9% armazenaram mais ouro internamente, 10% diversificaram os locais de armazenagem, 50% planejam financiar aquisições por meio de programas internos e 38% sinalizaram venda de ativos de reserva.

O World Gold Council (WGC) revelou que bancos centrais pretendem comprar ouro a um ritmo recorde neste ano. Em pesquisa com 74 entidades monetárias, 45% sinalizaram planos de aquisição no próximo ano, dois pontos acima de 2025. O dado indica que a demanda pode sustentar a alta do metal.

A queda recente do preço, impulsionada pela guerra na região, é apontada como oportunidade para compras. O ouro vem se fortalecendo desde 2021, mas o atual recuo, com efeitos sobre energia e inflação, reduz a atratividade do metal para alguns investidores de curto prazo.

Estrutura de compras e diversificação

Ao mesmo tempo, as compras são parte de uma estratégia maior de diversificação de reservas. Cerca de 74% dos pesquisados indicam moderar ou reduzir reservas em dólares nos próximos cinco anos. A motivação exata não é detalhada pelo WGC, mas o contexto aponta para maior busca por diversificação geográfica e de ativos.

Destinos e métodos de aquisição

A custódia continua sendo concentrada em Londres, com 57% das entidades usando o Banco da Inglaterra. Contudo, houve aumento de gestão interna: 9% armazenaram mais ouro no país e 10% diversificaram localizações de guarda. Programas de acumulação local também ganham força, financiando compras com moeda local.

Perspectivas por região

Mercados emergentes e economias em desenvolvimento devem responder pela maioria das compras no próximo ano. Estima-se que aproximadamente 53% dessas entidades planejam ampliar suas reservas, ante 18% entre bancos centrais de economias avançadas. A demanda depende de fatores econômicos e da volatilidade do dólar.

Contexto geopolítico

Especialistas ressaltam que o cenário político influencia decisões de investimento em ouro. O custo de energia e o aperto de políticas monetárias podem manter o ouro como proteção, apesar de vendas pontuais por alguns países. A confiança no dólar pode seguir sendo questionada por fatores externos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais