- O BCE será proativo na luta contra a inflação mesmo após o acordo entre Estados Unidos e Irã que reduziu preços de energia, diz o chefe de economia, Philip Lane.
- O banco elevou as taxas pela primeira vez em quase três anos na semana passada e não descartou novo aperto para evitar que o aumento de custos de energia se espalhe aos demais preços.
- Lane aponta que os preços do petróleo permanecem acima dos níveis pré-guerra e que a inflação deve ficar acima da meta de 2% por cerca de um ano.
- O acordo preliminar EUA-Irã pode prolongar o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz, que vinha sendo bloqueado pelo Irã desde ataques anteriores.
- Lane destacou fatores de resiliência na zona do euro, como recuperação do setor da construção e maiores gastos na Alemanha, sinalizando que a inflação pode seguir próximo da meta nos próximos anos; o BCE projeta inflação de 3,0% neste ano, 2,3% no próximo e 2,0% em 2028.
O BCE vai manter a postura proativa na sua luta contra a inflação, mesmo após o acordo entre EUA e Irã ter reduzido os preços da energia. Philip Lane, economista-chefe do banco, afirmou isso nesta terça-feira.
O BCE elevou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos, na semana passada, e sinalizou a possibilidade de novo aperto para evitar que o avanço dos custos de energia se espalhe para outras categorias de preços.
Lane ressaltou que os preços do petróleo permanecem acima dos níveis pré-guerra, mesmo com a queda recente. O BCE mantém a meta de inflação acima de 2% por um ano, segundo o dirigente.
Preços do petróleo
Investidores esperam que o Brent fique acima de US$ 70 por barril nos próximos anos, entre o cenário básico e o moderado do BCE, com a tendência inclinando-se ao básico a longo prazo, afirmou Lane.
O BCE projeta inflação de 3,0% neste ano, 2,3% em 2025 e 2,0% em 2028 em seu cenário de referência; o cenário moderado aponta para inflação abaixo da meta no próximo ano.
Resiliência econômica
Lane citou fatores que poderiam compensar parcialmente o choque energético na zona do euro, como recuperação do setor de construção, aumento de rendimentos reais e maior gasto público na Alemanha.
Ele disse que muitos componentes são positivos e que o choque energético entra num contexto de resiliência econômica mais ampla.
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