- Em 2025, o capital privado na América Latina captou US$ 8,57 bilhões e investiu US$ 25,6 bilhões em 947 transações, com Brasil, México e Colômbia como principais mercados.
- A região manteve atividade mesmo com fundraising mais contido em relação aos picos de 2022 e 2023, em um cenário global de capital disponível e retorno competitivo.
- Globalmente, ativos sob gestão somaram US$ 16,4 trilhões, com dry powder de US$ 3,9 trilhões ainda não investidos, sustentando a atividade regional.
- O Brasil continua sendo o maior mercado, seguido por México e Colômbia, que têm ecossistemas fortalecidos, regulatórios estáveis e gestores ativos.
- Na Colômbia, o ecossistema supera US$ 31,8 bilhões em capital comprometido, com US$ 2,75 bilhões investidos em 86 transações em 2025, e 167 gestores ativos.
A América Latina manteve atividade significativa no âmbito de capital privado e capital empreendedor em 2025, impulsionada pela disponibilidade global de recursos e por retornos competitivos frente a outras classes de ativos. O ritmo de captação não alcançou os picos anteriores, mas permaneceu estável e relevante para gestores locais e investidores institucionais.
No ano, a região captou US$ 8,57 bilhões em novos recursos e registrou US$ 25,6 bilhões em investimentos distribuídos. Ao todo, foram 947 transações, indicando oportunidades em diversos setores e países, mesmo com um ambiente mais seletivo para desinvestimentos.
A disponibilidade global de capital já comprometido, porém ainda não investido, soma US$ 3,9 trilhões, o chamado dry powder. Esse volume sustenta a capacidade de execução de novos investimentos e a continuidade de estratégias de longo prazo.
Desempenho agregado e tendências
Entre 2018 e 2024, a taxa interna de retorno global do capital privado ficou em 14,34%, com o capital empreendedor em 13% e infraestrutura em 9,19%. Esses resultados ajudam a explicar a atratividade regional frente a investidores. Dados apontam uma indústria em adaptação a novas prioridades, como IA e governança.
A região mantém capacidade de atrair recursos mesmo com exigências crescentes de rentabilidade, liquidez e qualidade dos ativos. O investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina somou US$ 171,4 bilhões em 2025, alta de 3,4% frente a 2024.
Brasil, México e Colômbia: foco de capital
Brasil permanece como maior mercado regional, pela escala econômica e pela profundidade do sistema financeiro. México figura pela integração com os EUA e pela dinâmica de manufatura, logística e serviços. Colômbia consolida crescimento, com gestão especializada e redes de investimento atuantes.
Em 2025, a Colômbia recebeu US$ 2,75 bilhões em 86 transações, consolidando-se entre os mercados mais ativos da região. O ecossistema colombiano já totaliza mais de US$ 31,8 bilhões em capital comprometido e 2.100 ativos ou projetos apoiados historicamente.
Ecossistema e próximos passos
A presença de mais de 160 gestores ativos na Colômbia e de centenas de veículos de investimento ligados ao país demonstra aprofundamento institucional. Analistas indicam que o capital privado amplia atuação em infraestrutura, mercado imobiliário, aquisição e crescimento, bem como em impacto e empreendedorismo.
O relatório aponta que o ecossistema latino-americano se diversifica, com maior protagonismo de estratégias de aquisição, crescimento e infraestrutura. O avanço tecnológico, a IA e a proteção de governança devem moldar critérios de avaliação e gestão de portfólios nos próximos anos.
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