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Casa dos Ventos levanta US$ 1,1 bilhão e acompanha centros de dados

Captação de cerca de US$ 1,1 bilhão evidencia demanda global por energia limpa para data centers, financiando parques eólicos e solares no Brasil

Lucas Araripe, diretor-executivo da Casa dos Ventos
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  • A Casa dos Ventos captou aproximadamente US$ 1,1 bilhão em uma operação de private placement nos Estados Unidos, para financiar parte de parques eólicos e solares no Brasil.
  • Os projetos contemplam o complexo eólico Ibiapaba, no Ceará; o eólico Dom Inocêncio, no Piauí, e o projeto solar Paraíso, em Mato Grosso do Sul.
  • A energia produzida deverá abastecer operações ligadas à infraestrutura digital, por meio de contratos de longo prazo com a Ascenty e com a Omnia (atendimento ao ByteDance, dono do TikTok).
  • A emissão foi dividida em duas tranches: US$ 825 milhões com prazo de vinte e quatro anos e amortização integral; e US$ 252 milhões, em reais, com prazo de dezessete anos e amortização parcial.
  • O interesse dos investidores foi acima da expectativa, com demanda três vezes superior à oferta e participação de vinte e três investidores institucionais. A operação reforça a parceria com a TotalEnergies, que vê o Brasil como mercado-chave para o modelo de Energia Integrada.

A Casa dos Ventos captou aproximadamente US$ 1,1 bilhão em uma operação de private placement nos EUA, abrindo espaço para financiar parte de seus projetos renováveis. Os recursos vão para os complexos eólicos Ibiapaba (Ceará) e Dom Inocêncio (Piauí), além do projeto solar Paraíso (Mato Grosso do Sul). A energia gerada atenderá contratos de longo prazo com a Ascenty e a Omnia, responsável pelo atendimento ao ByteDance no Brasil.

A operação envolve duas tranches emitidas por subsidiárias da Casa dos Ventos: US$ 825 milhões com prazo de 24 anos e amortização integral, e US$ 252 milhões de reais com prazo de 17 anos e amortização parcial. Investidores institucionais demonstraram grande interesse, com demanda superior a três vezes a oferta inicial, reunindo 23 compradores entre seguradoras, gestoras de ativos e fundos de pensão.

A transação reforça o papel do Brasil no abastecimento de infraestrutura digital global, especialmente a energia para data centers. O sucesso sinaliza previsibilidade de receita via contratos de longo prazo, fortalecendo a posição de ativos brasileiros no mercado americano.

Mercado e parcerias

O acordo consolida a relação com a TotalEnergies, que atua como acionista e participa da estratégia de Energia Integrada para o setor elétrico. Gás, Renováveis e Energia da TotalEnergies aponta o Brasil como mercado central para atender à demanda de data centers, em alinhamento com a parceria com a Casa dos Ventos.

Com a operação, o Brasil demonstra vantagens competitivas em recursos renováveis e atração de capital externo de longo prazo. A combinação pode posicionar o país de forma favorável na cadeia de fornecimento de energia para a nova economia digital, destacando-se pela previsibilidade de fluxo de caixa e pela expansão de projetos limpos.

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