- O MEI pode contratar apenas um empregado, que deve receber no mínimo o salário mínimo nacional de R$ 1.621 ou o piso da categoria.
- Encargos e provisões incluem FGTS (8%), INSS patronal (3%), férias e 13º salário, com adicional de um terço.
- O custo total costuma ficar entre trinta e setenta por cento acima do salário; o vale-transporte pode descontar até seis por cento do salário, sobrando o restante para o empregador.
- Um exemplo: salário de R$ 2.000 pode gerar custo mensal próximo de R$ 2.651,58 para o empresário.
- Antes de contratar, é essencial ter previsibilidade de receita e capital de giro para absorver a folha sem comprometer o fluxo de caixa.
O primeiro funcionário contratado por um Microempreendedor Individual (MEI) envolve mais do que o salário acordado. Especialistas consultados pela PEGN destacam que encargos, tributos e provisões obrigatórias elevam o gasto total para o negócio. O planejamento financeiro precisa considerar o custo anual da folha.
O MEI pode contratar apenas um empregado, que deve receber pelo menos o salário mínimo (R$ 1.621) ou o piso da categoria. Apesar do regime simplificado, o MEI tem obrigações trabalhistas semelhantes às de outras empresas, como registro na carteira, FGTS, INSS, férias e 13º.
O erro comum é apostar apenas no salário do empregado. O custo real envolve todos os encargos que o empregador assume, o que pode aumentar significativamente o desembolso mensal da empresa. A diferenciação entre salário e custo é essencial para o fluxo de caixa.
Custos além do salário
Entre os encargos, o FGTS corresponde a 8% do salário e o INSS patronal a 3% do salário. Também entram férias, 13º salário e o adicional de um terço nesses períodos. O impacto pode variar conforme a categoria e benefícios oferecidos pela empresa.
Especialistas afirmam que, na prática, o custo total de um empregado costuma superar o salário nominal em cerca de 30% a 70%. Esse intervalo depende da existência de benefícios e da rotina de trabalho. Planejar com base no custo anual ajuda a evitar surpresas.
Como calcular o custo de contratação
Além dos encargos básicos, despesas como vale-transporte devem ser consideradas, pois o benefício é obrigatório para deslocamentos com transporte público. O desconto pode chegar a 6% do salário, com o restante coberto pelo empregador.
Recomenda-se usar uma planilha que contemple salário bruto, FGTS, INSS patronal, provisões de 13º, férias e benefícios. Um exemplo citado indica que um salário de R$ 2 mil pode gerar um custo mensal próximo de R$ 2.651,58 para o empregador.
Momento certo para contratar
A decisão não deve depender apenas de picos de demanda. É importante ter previsibilidade de receita e capital de giro para absorver os custos da folha. Sinais de que o negócio pode estar pronto incluem demanda recorrente e ganho de capacidade operacional.
Especialistas alertam para o risco de planejamento inadequado, que pode gerar passivos trabalhistas, multas ou cobranças judiciais relacionadas a horas extras ou FGTS não recolhido.
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