Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Desequilíbrio econômico na China aumenta com 1ª queda do varejo em mais de 3 anos

Vendas no varejo recuam 0,6% em maio, primeira queda em mais de três anos, enquanto produção industrial cresce e investimento cai

Pessoas caminham em uma praça em Guangzhou, China 15 de abril de 2026. REUTERS/Go Nakamura/Foto de arquivo
0:00
Carregando...
0:00
  • Em maio, as vendas no varejo da China caíram 0,6% na comparação com o mesmo mês de 2025, primeira queda desde dezembro de 2022, sinalizando fraqueza do consumo interno.
  • A produção industrial avançou 4,5% em maio ante igual período de 2025, acelerando frente a abril e ficando acima das expectativas.
  • O investimento em ativos fixos caiu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, após recuo de 1,6% entre janeiro e abril, com queda mais acentuada no setor imobiliário.
  • As vendas de automóveis registraram oitavo mês consecutivo de desaceleração, refletindo o enfraquecimento da demanda no maior mercado automotivo do mundo.
  • O consumo de serviços cresceu 5,4% de janeiro a maio, pressionando a economia, embora tenha desacelerado em relação aos 5,6% registrados nos quatro primeiros meses.

A economia da China mostra sinais de desequilíbrio entre setores. Em maio, as vendas no varejo caíram pela primeira vez em mais de três anos, enquanto a produção industrial acelerou e o investimento recuou. Os números oficiais reforçam um padrão de crescimento de duas velocidades no país.

O varejo registrou queda de 0,6% na comparação com maio de 2025, depois de alta de 0,2% em abril. A desaceleração reforça o enfraquecimento da demanda interna, em meio a um mercado imobiliário em recessão e a pressão sobre o consumo.

O setor automotivo também mostrou fraqueza, com vendas domésticas em baixa pelo oitavo mês seguido. O comportamento do consumidor não acompanha o ritmo de recuperação visto em outras áreas da economia, contribuindo para o desafio de estabilizar o crescimento.

A produção industrial, por outro lado, avançou 4,5% na comparação anual, acelerando ante abril (4,1%). A indústria de alta tecnologia cresceu 15,1% em maio, ajudando a compensar parte das perdas externas associadas a fatores geopolíticos.

Entre janeiro e maio, o consumo de serviços cresceu 5,4%, maior que o desempenho de bens, e impulsionou o consumo familiar. Mesmo assim, o ritmo desacelerou frente aos primeiros quatro meses do ano.

Varejo, serviços e demanda interna

Gastos dos viajantes durante o feriado de Dia do Trabalho foram moderados, e a eficácia de programas de troca de bens de consumo diminuiu o efeito comparativo de 2025. Analistas avaliam que o governo pode considerar ajustes na política monetária.

Investimento e setor imobiliário

O investimento em ativos fixos caiu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, acima da queda prevista pelos economistas. As altas temperaturas e chuvas ajudam a explicar parte da retração, segundo o porta-voz Fu Linghui, do Escritório Nacional de Estatísticas.

O investimento imobiliário ampliou a queda na comparação com o mesmo período de 2025, recuando 16,2% nos cinco primeiros meses, após 13,7% entre janeiro e abril. Vendas de imóveis e novas construções registraram decréscimos mais acentuados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais