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Empresas usam recebíveis como funding próprio e reduzem custos com FIDC

Empresas criam FIDC próprios para financiar operações com recebíveis, aumentando liquidez, reduzindo dependência de bancos e elevando previsibilidade de caixa

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  • O mercado de FIDC cresce, com crédito via mercados de capitais atrelado a recebíveis avançando mais que o crédito bancário tradicional, que costuma ficar entre cinco e dez por cento ao ano.
  • O estoque de crédito privado no Brasil supera R$ 2,7 trilhões, somando debêntures, CRIs, CRAs e FIDCs, evidenciando o uso de estruturas fora do sistema bancário.
  • Empresas passam a estruturar FIDC próprios para transformar recebíveis em liquidez, reduzindo a dependência de linhas bancárias e ganhando maior controle sobre o crédito.
  • Plataformas especializadas atuam na estruturação, originação e operacionalização de crédito, com o surgimento de FIDCs exclusivos para alavancar vendas e otimizar o capital de giro.
  • O Grupo Everblue, pioneiro nesse caminho, já realizou mais de dez mil operações e concedeu mais de R$ 4 bilhões em crédito, apontando o FIDC próprio como tendência de financiamento empresarial.

O Brasil vive uma expansão dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Empresas estruturam fundos próprios para financiar operações, transformando recebíveis em liquidez.

Com juros elevados e crédito bancário mais restrito, o crédito via mercado de capitais — especialmente recebíveis, CRIs, CRAs e debêntures — cresce de 15% a 20% ao ano, superando o ritmo do crédito tradicional. O estoque privado já passa de R$ 2,7 trilhões.

Essa atmosfera incentiva a desintermediação bancária. Empresas buscam capital de giro por meio de FIDCs próprios, reduzindo dependência de bancos e ganhando previsibilidade de caixa. Investidores institucionais destinam maior exposição a ativos ligados à economia real.

Estruturação e atuação de mercado

O modelo de FIDC próprio reúne recebíveis em um fundo e capta recursos diretamente de investidores. Empresas ganham fonte recorrente de financiamento com base no fluxo de vendas, com gestão estruturada e escalável.

Grupos especializados atuam na originação, estruturação e operação de crédito, criando FIDCs exclusivos. Essa atuação facilita o acesso de médias empresas a soluções sofisticadas de crédito, impulsionando a alavancagem de vendas e o equilíbrio de tesouraria.

Papel de players e impacto operacional

O Grupo Everblue atua como parceira estrutural, conectando companhias ao mercado de capitais. Mais de 10 mil operações já foram realizadas, com crédito concedido superior a R$ 4 bilhões, fortalecendo o crédito corporativo estruturado.

Analistas destacam que a digitalização de processos financeiros e plataformas de estruturação ampliam o alcance desse modelo. O FIDC próprio tende a se consolidar como ferramenta-chave de financiamento nos próximos anos.

Perspectivas e equilíbrio de mercado

Especialistas apontam ganhos de eficiência, redução de custos e maior previsibilidade para empresas que estruturam recebíveis. O movimento aponta para uma tendência de crescimento sustentável do uso de ativos estruturados no financiamento empresarial.

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