- A tese de inteligência artificial ajudou as bolsas dos EUA a manter recordes em maio, com um ETF de semicondutores subindo 20,38% no mês.
- O ETF US Listed Semiconductor, negociado como CHIP11, replica a cesta das 25 maiores empresas globais de semicondutores listadas nos EUA.
- O CHIP11 foi o ETF com a maior alta na bolsa brasileira em maio e teve valorização acumulada de 51,51% de janeiro a maio.
- Em maio de 2026, o CHIP11 tinha 5,2 mil cotistas e patrimônio líquido de R$ 96,8 milhões, destacando-se pela liquidez ainda aquém dos maiores ETFs da B3.
- Analistas apontam continuidade da demanda por memory e processamento para data centers, com perspectivas positivas para o mercado de wafers acima de US$ 200 bilhões em 2027, sustentando os preços devido à oferta restrita.
Em meio à tese da inteligência artificial, o mercado de ações dos EUA renovou recordes em maio, impulsionando um ETF que acompanha grandes nomes do setor. O CHIP11, que replica 25 grandes empresas globais de semicondutores listadas nos EUA, subiu 20,38% no mês. A valorização ajudou a manter o ímpeto de renda variável apesar de temores inflacionários.
Segundo a Quantum, o CHIP11 foi o fundo de índice com a maior alta na bolsa brasileira em maio. O desempenho reflete resultados trimestrais fortes de companhias como Dell, Micron Technologies e AMD, que superaram estimativas e sustentaram a demanda por memória e processamento para data centers.
O ETF é visto como aposta direta em semicondutores e IA, componentes centrais para o funcionamento de algoritmos e sistemas avançados. A atuação dos ativos subjacentes explica a alta, à medida que a demanda por tecnologia de ponta continua a crescer.
Dados sobre o CHIP11 e liquidez
Em maio de 2026, o CHIP11 reunia 5,2 mil cotistas e possuía patrimônio líquido de aproximadamente R$ 96,8 milhões. Embora potente, o fundo ainda não alcançou a base de investidores dos ETFs mais populares na B3, como IVVB11, HASH11 e BOVA11.
Analistas destacam que a liquidez é fator relevante para quem planeja entrar ou sair do investimento. O desempenho recente depende da continuidade de resultados fortes do setor de tecnologia e de condições macroeconômicas estáveis.
Perspectivas do mercado
Especialistas apontam que a tese da IA deve permanecer como motor de ganhos no curto e médio prazo. Estimativas de bancos, como Barclays, indicam recuperação e crescimento do mercado de wafers, com projeção de ultrapassar US$ 200 bilhões em 2027, fortalecendo o cenário para semicondutores.
A escassez de oferta de componentes críticos também é citada como sustentação de preços e margens do setor, o que tende a favorecer empresas listadas no CHIP11.
Observações finais
O CHIP11 consolidou ganhos expressivos em 2026, apoiado pela forte demanda por tecnologia e pelo desempenho de seus representantes. Investidores devem considerar liquidez, composição e cenário setorial antes de decidir pela exposição ao ETF.
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