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Iguá mantém concessões atuais e vê chance de dobrar receitas, diz CEO

Iguá prioriza amadurecimento das concessões atuais para dobrar a receita e buscar oportunidades com sinergia geográfica, sempre com critério

René Silva, CEO da Iguá | Estudar o mercado com critério. (Foto: Empresa/Divulgação)
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  • Iguá prioriza amadurecer as concessões existentes para tentar dobrar a receita nos próximos anos, conforme afirmou o CEO René Silva à Bloomberg Línea.
  • A empresa atua em quatro operações de água e esgoto que atendem cerca de seis milhões de pessoas, incluindo Rio de Janeiro (zona oeste) e PPPs em Cuiabá, Sergipe e Alagoas.
  • Desafios variam por região: densidade de demanda no Rio; intermitência no abastecimento e concentração de usuários em Aracaju, com necessidade de expansão de redes em 74 municípios em Sergipe.
  • Para reduzir perdas, a Iguá usa sensores e machine learning para prever vazamentos e direcionar manutenções, buscando mais ligações e expansão de redes.
  • Entre oportunidades e investimentos, destacam-se o Complexo Lagunar de Jacarepaguá (R$ 250 milhões) e o programa UniversalizaSP; aporte de R$ 700 milhões dos acionistas reforça confiança na estratégia.

A Iguá mantém o foco na consolidação das concessões atuais para dobrar a receita nos próximos anos. O objetivo foi reiterado pelo CEO René Silva em entrevista à Bloomberg Línea, destacando amadurecimento das redes já operacionais e ganhos operacionais.

Silva afirmou que a empresa vai buscar novas oportunidades apenas se houver sinergia geográfica e critérios rigorosos. Atualmente, a Iguá atua em quatro concessões de água e esgoto, atendendo seis milhões de pessoas, com operações no Rio de Janeiro, Cuiabá, Sergipe e Alagoas.

O maior contrato é a concessão da zona oeste do Rio de Janeiro, com alto adensamento populacional. Em Sergipe, há intermitência no abastecimento, com clientes concentrados em Aracaju e 74 municípios atendidos pela rede de adutoras. A gestão busca operação estável e expansão controlada.

Ênfase na infraestrutura e perdas

Silva destacou a necessidade de infraestrutura adequada para suportar o volume de água trafegando pelas redes e a manutenção contínua para evitar interrupções. O foco também está em reduzir perdas, incluindo vazamentos e ligações irregulares, com uso de sensores e machine learning para prever falhas e direcionar equipes.

Segundo o CEO, o crescimento de receita virá essencialmente de novas ligações. Investimentos em manutenção acompanham a expansão da rede para incorporar mais clientes ao sistema, aumentando o faturamento.

Projetos e riscos

Entre os destaques, a revitalização do Complexo Lagunar de Jacarepaguá receberá cerca de R$ 250 milhões, com impactos ambientais positivos já perceptíveis. O UniversalizaSP, programa paulista, amplia o saneamento em 146 municípios.

A Iguá também recebeu aporte de capital de R$ 700 milhões dos acionistas, destinado a acelerar investimentos já contratados. O principal risco apontado é o impacto da reforma tributária, que pode elevar a carga sobre o setor e onerar usuários.

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