- O Plano Safra 2026/27 deve ter entre R$ 568 e R$ 570 bilhões, um aumento de dez por cento em relação ao ano anterior.
- As taxas de juros para agricultura empresarial devem variar entre seis por cento e onze por cento, com queda de dois por cento em relação ao ciclo anterior.
- O ministro mencionou que o acordo entre Estados Unidos e Irã pode mitigar impactos da guerra nos fertilizantes e no óleo diesel, que devem começar a cair no mercado interno.
- O Brasil planeja inaugurar quatro plantas de ureia ainda neste ano, visando atender cerca de 35 por cento da demanda interna.
- A expectativa é que a suspensão da lista de exportadores do Brasil para a União Europeia seja resolvida até 3 de setembro, com negociações sobre prazos de transição; o governo também destaca avanços diplomáticos, como o reconhecimento do Brasil como zona livre de aftosa pela China e, em seguida, pela Rússia.
O Plano Safra 2026/27 deve ter entre 568 e 570 bilhões de reais, conforme projeção do MAPA. A previsão foi apresentada pelo secretário executivo Cleber Soares durante o Veja Fórum Agro, em São Paulo. O objetivo é ampliar em 10% os recursos em relação ao ciclo anterior.
Quanto às taxas de juros, o MAPA trabalha com uma queda de cerca de 2% em relação ao ano passado. Com isso, as projeções indicam faixas entre 6% e 11% para a agricultura empresarial, mantendo o foco em facilitar o acesso ao crédito rural.
Dados do plano Safra 2026/27
O anúncio oficial do orçamento do Plano Safra 2026/27 deve ocorrer em cerca de duas semanas. A iniciativa visa ampliar o acesso ao crédito para produtores rurais, com regras próximas às anunciadas pelo MAPA, incluindo medidas para reduzir custos financeiros para o setor.
O ministro da Agricultura, André de Paula, sinalizou que a redução de custos deve beneficiar principalmente o agronegócio que opera com cadeias de produção maiores. Ele também destacou o papel de políticas de preço de diesel como componente crítico para a viabilidade das atividades agrícolas.
Desdobramentos internacionais e agenda diplomática
De Paula anunciou avanços na acordos internacionais que podem mitigar pressões de custo, citando acordos com parceiros para reduzir impactos da guerra no Oriente Médio sobre fertilizantes e diesel. A expectativa é que os efeitos negativos no mercado interno diminuam com tais acordos.
Sobre fertilizantes, o Brasil trabalha na ampliação da produção interna, com a inauguração de quatro plantas de ureia ainda neste ano para suprir parte da demanda. A meta é cobrir cerca de 35% do consumo interno, reduzindo dependência de importações.
Em relação ao comércio externo, o MAPA estima resolver até 3 de setembro a suspensão do Brasil da lista de exporters para a União Europeia. Uma proposta em negociação envolve o banimento do uso de antimicrobianos, com prazos de transição diferentes para frangos e pecuária, visando adaptação gradual.
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