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Primeira fábrica de equipamentos odontológicos do Brasil fatura 600 mi

Alliage, maior fabricante de tecnologia odontológica da América Latina, amplia atuação internacional após compra da PreXion e mira o mercado dos EUA

Caetano Biagi, CEO da Alliage: "Tudo que foi feito foi ouvindo a classe odontológica" (Alliage/Divulgação)
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  • Alliage, criada em Ribeirão Preto em 1946, hoje é a maior operação de tecnologia odontológica da América Latina, com faturamento de 600 milhões de reais.
  • Quarenta por cento da receita vem do exterior, e as exportações cresceram cerca de trinta por cento em três anos.
  • A empresa comprou a PreXion, fábrica japonesa de tomógrafos, transferiu o centro de inovação de Tóquio para a Califórnia e mira o mercado norte‑americano.
  • No Brasil, a participação de mercado é estimada em cerca de setenta por cento; para crescer, a companhia centralizou a produção em uma fábrica única em Ribeirão Preto e fechou unidades na China, na Argentina e em Itu.
  • Os planos futuros envolvem desenvolvimento de tecnologia, expansão geográfica e lançamento de um scanner intraoral fabricado no Brasil para uso no Ministério da Saúde via SUS, com os Estados Unidos como principal alvo após a América Latina.

A Alliage, primeira fábrica de equipamentos odontológicos do Brasil, fatura cerca de 600 milhões de reais e mira o mercado internacional com mais força. A empresa, criada em Ribeirão Preto em 1946, hoje domina parte expressiva do setor na América Latina e expandiu para os Estados Unidos com a aquisição da japonesa PreXion.

40% da receita da companhia já vem do exterior, e as exportações cresceram 30% nos últimos três anos. O giro internacional ocorre após a consolidação de liderança no Brasil, em um setor que cresce de forma lenta no mercado interno.

A aquisição da PreXion, fabricante de tomógrafos, marcou a entrada da Alliage na linha de tecnologia de imagem nos Estados Unidos. O centro de inovação da marca de Tóquio foi transferido para a Califórnia para facilitar a atuação no mercado americano.

A expansão é apoiada por três pilares: desenvolvimento tecnológico, ampliação geográfica e diversificação de produtos. Entre os lançamentos, está o primeiro scanner intraoral brasileiro, voltado a um projeto do Ministério da Saúde via SUS para equipar prefeituras.

A origem da empresa remonta à fusão entre Dabi Atlante e Gnatus, dando origem à marca Alliage cerca de uma década atrás. A holding coordena várias marcas, mantendo participação de pelo menos 51% em cada operação, mesmo quando o produto é comercializado sob nomes diferentes.

Com aproximadamente 500 funcionários em Ribeirão Preto e mais de 200 em quase 20 países, a Alliage orienta-se por indicadores de satisfação do cliente (NPS) em cada mercado, acompanhados mensalmente pela diretoria brasileira.

Caetano Biagi, CEO há 24 anos, afirma que o crescimento externo ocorre porque o mercado nacional, já bem atendido, oferece pouco espaço para expansão. A estratégia é construir progresso gradualmente, alinhando-se à demanda internacional e à capacidade de produção.

Antes de investir no exterior, a empresa buscou reduzir endividamento em um cenário de juros altos, mantendo cautela para evitar riscos financeiros. A direção ressalta que avanços significativos dependem de equilíbrio entre disciplina financeira e inovação.

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