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Renováveis recebem R$ 36,3 bi em financiamento em 2025, após dois anos de queda

Financiamentos a renováveis somaram 36,3 bilhões em 2025, alta de 10,6% ante 2024; mas volume ainda fica 22% abaixo do pico de 2022, com a eólica em destaque e armazenamento em expansão

Eólica foi o destaque dos financiamentos em renováveis em 2025, com crescimento de 40% em relação ao ano anterior (Mimadeo/Getty Images)
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  • Em 2025, os financiamentos para projetos de energias renováveis chegaram a R$ 36,3 bilhões, alta de 10,6% em relação a 2024, mas 22% abaixo do pico de 2022, de R$ 46,3 bilhões.
  • A energia eólica liderou o crescimento, com R$ 12,5 bilhões financiados, alta de 40% ante o ano anterior, em um cenário de busca por complementaridade entre fontes ao longo das 24 horas.
  • A geração solar centralizada seguiu pressionada por juros, modulação de preços e cortes de geração, com volume financiado caindo de R$ 15,1 bilhões em 2022 para R$ 9 bilhões em 2025.
  • A geração distribuída solar manteve-se relativamente estável, com financiamentos entre R$ 13 bilhões e R$ 14,7 bilhões nos últimos três anos, ainda acima do patamar da solar centralizada.
  • Os financiamentos para sistemas de baterias somaram R$ 126 milhões em 2025, com expectativa de expansão rápida a partir dos leilões de armazenamento programados para dezembro de 2026.

O volume financiado para projetos de energias renováveis no Brasil atingiu 36,3 bilhões de reais em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024. Mesmo com a recuperação, o valor ainda fica 22% abaixo do pico de 2022 (46,3 bilhões). A análise é da Clean Energy Latin America (CELA).

Para Camila Ramos, CEO da CELA, o setor vive fase de adaptação às novas necessidades do sistema elétrico, com juros altos, curtailment sem ressarcimento e busca por instrumentos de contratação e precificação da complementaridade entre fontes.

A eólica desponta em 2025, recebendo 12,5 bilhões em financiamentos, alta de 40% frente a 2024. A consultoria aponta que o crescimento reflete a busca por energia mais estável ao longo das 24 horas, equilibrando a oferta com a solar.

A geração solar centralizada enfrenta queda de demanda financeira, com financiamentos caindo de 15,1 bilhões em 2022 para 9 bilhões em 2025. O impacto vem de juros altos, modulação de preços e cortes de produção determinados pelo ONS.

Entre abril de 2024 e março de 2025, usinas de solar registraram cortes médios de 17,1% da energia possível. A ausência de mecanismos de ressarcimento aumenta o risco para investidores e dificulta novos empreendimentos.

A geração distribuída solar manteve-se resiliente, com financiamentos entre 13 e 14,7 bilhões nos últimos três anos. O patamar ainda fica abaixo do pico de 21,8 bilhões em 2022, mas supera a geração centralizada.

Baterias e o armazenamento (BESS)

Os financiamentos para sistemas de baterias somaram 126 milhões em 2025, sendo grande parte vinculada a projetos com fotovoltaica. A adoção pode crescer com leilões dedicados ao armazenamento, previstos para dezembro de 2026.

Segundo a CEO da CELA, a energia eólica e o armazenamento passam a ter papel estratégico para equilibrar a expansão renovável e melhorar a eficiência do sistema elétrico brasileiro.

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