Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Varejista ajusta plano de comissões para proteger a margem

Reformulação de plano de comissões busca proteger a margem, realocando incentivos para itens mais rentáveis e elevar a rentabilidade geral

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Varejista com cerca de 140 lojas e mais de 1.300 profissionais da área comercial reformulou o plano de comissões para priorizar produtos com maior margem e alinhamento estratégico.
  • O principal produto respondia por 69% do faturamento, mas apenas 50% da margem total, recebendo 55% de toda a comissão paga ao time.
  • A remuneração passou de comissão fixa de 1,2% para faixa de 0,9% a 1,3%, com acelerador de 10% para metas de vendas combinadas em produtos estratégicos.
  • Simulações indicaram que quedas de até 5% nas vendas do produto principal poderiam ser compensadas por crescimento em outras linhas, preservando a margem total.
  • Seis meses após a implantação, a remuneração média dos vendedores subiu cerca de 6%, com maior foco em itens de maior margem; houve resistência inicial, mas parte dos profissionais retornou após observar resultados.

Uma grande varejista reformulou seu plano de comissões para proteger a margem de lucro. O estudo de caso mostra como a remuneração da força de venda pode influenciar o comportamento dos profissionais e, consequentemente, a rentabilidade da empresa.

A operação envolve cerca de 140 lojas e mais de 1.300 profissionais. Embora a receita tenha crescido, os gastos com remuneração variável avançaram mais rápido, prejudicando a eficiência econômica do crescimento.

O principal produto da varejista respondia por 69% do faturamento, mas apenas 50% da margem total, concentrando 55% das comissões. O produto era de venda rápida, com baixa exigência de esforço comercial, o que gerou desalinhamento com a estratégia de rentabilidade.

Contexto e diagnóstico

Fernando Furtado, da Qore Consultoria, liderou a reformulação. O desenho inicial do plano fazia com que vendedores buscassem o maior retorno com o menor esforço, tornando a venda de produtos mais simples mais atrativa economicamente.

A solução adotada mudou a comissão fixa de 1,2% para uma faixa de 0,9% a 1,3%, atrelada à venda de itens estratégicos. Comissões de itens mais rentáveis foram elevadas e surgiu um acelerador de 10% para metas de venda combinadas.

Implementação e resistência

Simulações indicaram que quedas de 5% nas vendas do produto principal poderiam ser compensadas por crescimento em outras linhas, preservando a margem. Uma opção mais agressiva foi estudada, porém descartada por complexidade e possível redução da remuneração média.

A implementação enfrentou resistência, com parte das equipes pedindo desligamento. A empresa manteve o projeto, ampliou treinamentos e consolidou o novo modelo.

Seis meses após, a remuneração média dos vendedores subiu cerca de 6%. O produto principal manteve relevância, mas houve maior concentração em itens de maior margem. Quase metade dos profissionais que deixaram demonstrou interesse em retornar.

Lições e estrutura organizacional

Furtado destaca que nem toda função ou produto deve ter comissão atrelada a vendas. O modelo precisa considerar responsabilidade, ciclo de venda, complexidade da oferta, relevância estratégica e mensuração dos resultados.

Gestores passaram a ter bônus trimestral baseado em faturamento da loja, venda de produtos estratégicos, margem líquida e satisfação dos clientes. A ideia é alinhar incentivos às responsabilidades de cada função.

Desfechos estratégicos

O caso evidencia que o desafio da remuneração variável é incentivar comportamentos que apoiem o crescimento sustentável, sem sacrificar a margem. Empresas costumam manter planos antigos mesmo quando revisam produtos e metas; a atualização de incentivos é essencial para proteger a rentabilidade.

Sobre Fernando Furtado, a matéria ressalta que ele atua como fundador da Qore Consultoria, com mais de 15 anos de experiência em RH e remuneração estratégica. O estudo citado traz informações de um projeto real, com dados anonimizados por confidencialidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais