- O varejo brasileiro caiu 1,5% em abril ante março, com pressão da área de Combustíveis e lubrificantes (-6,2%); houve alta de 1,0% na comparação com abril de 2023, e acumula 2,0% no ano e 1,5% nos últimos 12 meses.
- Entre as atividades, seis caíram na margem; destaque para Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,8%), enquanto Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançou 1,3%. O comércio varejista ampliado caiu 0,7% em relação a março.
- EUA e Irã assinam memorando para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro, mediado pelo Paquistão, com assinatura feita por Donald Trump e Mohammad Bagher Qalibaf; cerimônia formal está prevista para 19 de junho em Genebra.
- O memorando prevê cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, com suspensão de operações militares e reabertura gradual do Estreito de Hormuz.
- Também prevê alívio parcial de sanções a portos iranianos condicionadas ao cumprimento do cessar-fogo, retomada de negociações sobre o programa nuclear iraniano e aumento inicial do tráfego no Hormuz, estimado entre 10 e 15 navios por dia, com incertezas sobre adesão regional e apoio interno.
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro caiu 1,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo a PMC do IBGE. A queda puxou-se pela atividade de Combustíveis e Lubrificantes, que recuou 6,2%.
Na comparação com abril de 2024, o varejo teve alta de 1,0%. O acumulado do ano ficou em 2,0% e, nos últimos 12 meses, em 1,5%. Seis das oito atividades pesquisadas registraram queda na margem.
Entre os setores, houve recuos em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), Equipamentos e material para escritório (-4,5%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,8%). Já o maior peso do índice, Hiper, supermercados, alimentos, bebidas e fumo, subiu 1,3%. O varejo ampliado caiu 0,7% frente a março.
Acordo EUA e Irã para encerrar guerra e reabrir Hormuz
Os Estados Unidos e o Irã assinaram eletronicamente um memorando de entendimento para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro, mediada pelo Paquistão. Assinam o documento o presidente brasileiro Donald Trump e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, em formato de acordo-quadro com 14 pontos.
O texto prevê cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, com suspensão das operações militares. No Estreito de Hormuz, há previsão de reabertura gradual e passagem mais segura para navios de petróleo, gás e carga geral. Sanções a portos iranianos teriam alívio parcial condicionados ao cumprimento do cessar-fogo.
O memorando também abre caminho para negociações sobre o programa nuclear iraniano, com discussão de limites, inspeções e contrapartidas econômicas, ainda sem um novo acordo formal. O objetivo é ampliar o tráfego pelo estreito, que caiu drasticamente desde o início do conflito.
Analistas veem o acordo como essencial para o fluxo de comércio global e para a segurança na região. Ainda há incertezas sobre a adesão de grupos regionais e a aceitação interna de Washington e Teerã. Uma cerimônia de consolidação está prevista para 19 de junho, em Genebra.
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