- Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14,25% ao ano, citando cenário externo mais favorável com o fim da guerra no Irã.
- Para a próxima reunião, as indicações foram ambíguas, mas a tendência é continuar com quedas na taxa básica.
- O BC destacou políticas de estímulo do governo Lula como fator adicional de pressão sobre os preços.
- O banco revisou para cima as projeções de inflação e do PIB, incluindo impactos do El Niño e novos riscos na margem de preços.
- O BC sinalizou que, apesar das incertezas, os cortes devem continuar na reunião de agosto, mirando o primeiro trimestre de 2028.
O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, cortando a taxa para 14,25% ao ano. A decisão ocorreu apesar da piora do cenário inflacionário e acompanhou a perspectiva de fim da guerra no Irã. A orientação é pela continuidade de recuos na próxima reunião.
O BC revisou para cima a projeção de inflação e manteve alerta sobre riscos. As instituições esperam piora nas perspectivas do quarto trimestre de 2027, com o PIB projetado de 3,5% para 3,7%, influenciado por El Niño e novos fatores de risco.
O Banco Central também sinalizou preocupação com estímulos do governo Lula. O texto afirma que políticas de estímulo ao consumo podem elevar o crescimento acima do potencial e reduzir a eficácia da transmissão da política monetária.
Risco de estímulos à demanda
Estímulos que elevem a atividade acima do produto potencial podem dificultar os efeitos dos instrumentos monetários, segundo o BC. O comunicado reforça a cautela sobre impactos inflacionários desses estímulos.
O BC indicou que, na próxima reunião, os cortes devem continuar. A instituição mira o primeiro trimestre de 2028 e avaliaria cenários onde a inflação fique abaixo da meta, o que pode influenciar a trajetória da Selic.
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