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Da ascensão à falência, a trajetória da Mesbla no varejo brasileiro

Da expansão ao colapso: Mesbla, ícone do varejo, encerra em 1999 com falência; em 2022 retorna como plataforma de marketplace

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  • A Mesbla foi marco do varejo brasileiro entre as décadas de sessenta e oitenta, com cerca de 180 unidades e cerca de 28 mil empregados, oferecendo itens que iam de roupas a automóveis.
  • Fundada em 1912 no Rio de Janeiro, a empresa começou como filial de Mestre e Blatgé, ganhou autonomia em 1924 e adotou o nome Mesbla em 1939.
  • A primeira loja de departamentos no Rio foi inaugurada em 1952, consolidando o modelo de reunir variedade grande em um único espaço.
  • A partir do fim dos anos oitenta, a hiperinflação e a abertura de mercado ampliaram a concorrência e agravaram problemas financeiros, levando a empresa a registrar prejuízos recorrentes.
  • Em 1997, entrou em concordata com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a falência foi decretada em 1999, encerrando quase noventa anos de atuação. Em 2022, a Mesbla voltou como plataforma digital de marketplace, sem lojas físicas.

A Mesbla foi uma rede de lojas de departamentos que ajudou a moldar o varejo brasileiro entre as décadas de 1970 e 1980. Em várias cidades, oferecia eletrodomésticos, roupas, artigos esportivos e itens importados, tornando-se símbolo de modernidade e consumo. Fundada em 1912 no centro do Rio de Janeiro, começou como filial de uma empresa francesa, ganhando autonomia em 1924 e adotando o nome Mesbla em 1939.

Em 1952, abriu a primeira loja de departamentos no Rio, com o conceito de unir diversidade de produtos em um único espaço. Nas décadas seguintes, a expansão foi acelerada, consolidando a marca como referência no comércio. Lojas imponentes e grandes áreas de venda marcaram a presença da Mesbla em cidades brasileiras.

No auge, a rede chegou a cerca de 180 unidades, empregando aproximadamente 28 mil pessoas. Ofertava desde vestuário até móveis, eletrodomésticos, brinquedos e até automóveis. O modelo de varejo integrado ajudou a popularizar hábitos de consumo e tornou a Mesbla parte do imaginário nacional.

A partir do fim dos anos 1980, a hiperinflação e a gestão de estoques contribuíram para o agravamento dos problemas. A abertura econômica intensificou a concorrência com redes estrangeiras e shoppings modernos, elevando a pressão sobre a empresa.

Em 1994, com o Plano Real, surgiram ineficiências operacionais e prejuízos recorrentes, agravados pela queda de confiança de fornecedores. A Mesbla tentou reagir com marcas próprias e sistemas de crédito, mas a crise já era irreversível.

Em 1997, a empresa entrou em concordata com dívidas acima de R$ 1 bilhão. O controle passou a ficar com o empresário Ricardo Mansur, que comprou a Mesbla e buscou unificar operações com a rede Mappin, também sob sua gestão.

A reestruturação não ocorreu como esperado. Problemas de caixa, atraso de pagamentos e ações judiciais se acumularam, levando à falência decretada em 1999, encerrando quase nove décadas de atuação.

O fechamento de lojas marcou o fim de uma era no varejo brasileiro, deixando um vazio simbólico para quem associava a Mesbla à modernidade e à diversidade de produtos. Em 2022, a marca foi relançada como marketplace digital, sem lojas físicas, buscando manter o nome no mercado.

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