- O Federal Reserve manteve as taxas de juros em 3,5% a 3,75% pela quarta vez neste ano, na sua primeira reunião sob o presidente Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump.
- O comitê disse que a atividade econômica está se expandindo de forma sólida, com crescimento da produtividade e dos investimentos, e que as contratações acompanham a força da mão de obra.
- O banco central retirou o viés de flexibilização de sua declaração, sinalizando menos abertura para cortes futuros no momento.
- A inflação permanece alta, em torno de 4,2%, a mais alta desde 2023, enquanto o desemprego fica estável em 4,3% e os ganhos por hora recuaram para 0,7%.
- O ajuste de política ocorre em meio a inflação núcleo em 2,9% e um mercado de trabalho relativamente robusto, mesmo com pressões de preço e incerteza geopolítica.
O Federal Reserve manteve as taxas de juros estáveis pela quarta vez neste ano. A decisão ocorreu em sua primeira reunião sob o novo presidente, Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, em um momento de volatilidade na economia dos EUA.
O comitê de mercado aberto reiterou que a atividade econômica cresce a ritmo sólido, apesar da incerteza relacionada ao conflito no Oriente Médio. A produtividade e o investimento em capital mostram vigor, e as vagas de emprego acompanham a força da força de trabalho.
As autoridades confirmaram a faixa de juros entre 3,5% e 3,75%, mantida desde dezembro. O Fed retirou a sinalização de flexibilização na comunicação mensal, que indicava possibilidade de cortes no ritmo de alta de juros.
Contexto econômico e cenário externo
Warsh inicia o mandato de quatro anos em meio a pressões inflacionárias e incerteza geopolítica. O preço da energia subiu com o conflito regional, elevando a inflação para 4,2%, acima da meta de 2%.
Pouco depois, houve alívio com acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, que derrubou o petróleo para o menor nível em três meses. Analistas alertam que a normalização dos preços pode levar meses.
A remuneração horária caiu para 0,7% na média sazonal, sinalizando que altas de preços compensaram ganhos salariais recentes. A inflação subjacente permaneceu em torno de 2,9%.
Mesmo com a pressão de preços, não está claro se a maioria dos 12 votantes do Fed defenderá aumento de juros. O mercado de trabalho segue relativamente sólido, com desemprego em 4,3%.
Trump tem defendido cortes de juros, mas disse não querer influenciar excessivamente Warsh. O ex-presidente elogiou o chefe do Fed, ao mesmo tempo em que reiterou o objetivo de redução de juros.
Observações sobre o cenário político e institucional
Antes da nomeação, Warsh defendia cortes de juros publicamente. Ele substitui Jerome Powell, alvo de críticas políticas durante o período recente. Powell também enfrentou investigações administrativas, que foram encerradas.
Powell afirmou que a politização do Fed pode comprometer a credibilidade da instituição. Em evento recente, o presidente do Fed ressaltou que decisões devem ser baseadas no que é melhor para os cidadãos, sem pressão externa.
Fonte: decisões oficiais do Fed e cobertura de mercado.
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