- Don Berthiaume, atual inspetor-geral em exercício do Departamento de Justiça, foi indicado por Donald Trump para o cargo permanente.
- Durante a sabatina no Senado, ele disse não saber se usaria o termo “ataque” ao definir o 6 de janeiro, descrevendo as ações como “protestos e afins” fora do Capitólio.
- O senador Richard Blumenthal questionou quem venceu as eleições de 2020; Berthiaume respondeu: “Joe Biden, conforme certificado pelo Senado”.
- Blumenthal também pediu detalhes sobre o 6 de janeiro, quando centenas de pessoas entraram no Capitólio e houve violência contra policiais; alguns envolvidos foram condenados.
- Blumenthal afirmou tratar a pergunta como teste de independência do futuro inspetor-geral, e Berthiaume disse que espera que seus colegas reconheçam a realidade e os fatos.
Don Berthiaume, indicado por Donald Trump para chefiar como inspetor-geral do Departamento de Justiça, foi questionado pelo Senado sobre a definição do que ocorreu em 6 de janeiro. Em sabatina para a confirmação, ele evitou usar a palavra ataque ao referir-se aos acontecimentos de 2021. Em vez disso, descreveu a atividade fora do Capitol, com protestos e situações diversas.
O coronando, que já atua há anos como inspetor-geral no DOJ, responde pela função temporária desde o ano passado, e está no centro de críticas sobre a independência do órgão em relação à administração federal. O objetivo de sua nomeação permanente foi pauta de debates entre Senado e governo.
Durante a sabatina, o senador Richard Blumenthal (Democrata-CT) questionou quem venceu a eleição de 2020, ao que Berthiaume respondeu que Joe Biden foi o vencedor, conforme certificação do Senado. A dúvida sobre a caracterização dos eventos de 6 de janeiro foi retomada em seguida.
Blumenthal insistiu na definição dos ataques, destacando a violência contra agentes da polícia do Capitólio. Berthiaume manteve a posição de que não utilizaria o termo ataque, reconhecendo, no entanto, a ocorrência de violência. O senador avaliou que a resposta indicava independência duvidosa.
A sabatina ocorreu nesta semana em Washington, DC, como parte do processo de confirmação para a posição permanente de inspetor-geral. A retirada de atribuições de fiscalização e controvérsias sobre a distância entre o DOJ e a administração federal também ganharam atenção durante o debate.
Perguntas sobre independência de fiscalização
Os críticos afirmam que a nomeação de Berthiaume pode aprofundar entraves entre o DOJ e a gestão da Casa Branca. Defensores, por sua vez, destacam a experiência do indicado e a continuidade de serviços já prestados ao Ministério.
A discussão sobre a terminologia utilizada para 6 de janeiro reforça o tema da independência e de como o inspetor-geral deve interpretar fatos. A sabatina continua com outros questionamentos de senadores, sem previsão de conclusão imediata.
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