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IBC-Br avança 0,5% em abril e reforça a resiliência da economia

IBC-Br avança zero vírgula cinco por cento em abril, sinalizando continuidade do crescimento, mas com ritmo mais moderado e expectativa de desaceleração gradual

Produção manufatureira mundial avança 0,7% no período, enquanto indústria brasileira cresce apenas 0,2% e entra em queda na comparação anual
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  • O IBC-Br avançou 0,5% em abril ante março, já ajustado sazonalmente.
  • Indústria subiu 0,4% e serviços cresceram 0,3%; agropecuária ficou estável. Excluindo o agronegócio, o resultado foi de 0,4%.
  • No trimestre encerrado em abril, o índice acumulou alta de 1,2% em relação aos três meses anteriores; em 12 meses, o ganho é de 1,6%.
  • O desempenho indica resistência da atividade diante de juros elevados, crédito mais seletivo e inflação acima da meta.
  • O mercado observa equilíbrio entre continuidade do crescimento e a necessidade de desaceleração gradual para conter pressões inflacionárias.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,5% em abril, na comparação com março, já ajustado pela sazonalidade. O dado, divulgado pelo BC, funciona como uma prévia do PIB e aponta continuidade do crescimento.

O desempenho foi puxado pela indústria, com alta de 0,4%, e pelos serviços, em +0,3%. A agropecuária ficou estável no mês, e, se retirado o efeito do setor, o IBC-Br avançou 0,4%.

A leitura de curto prazo aponta resistência da atividade em meio a juros elevados, crédito mais seletivo e inflação acima da meta. Na visão do BC, o ritmo é moderado, com olhar atento aos próximos passos da política monetária.

Contexto trimestral e anual

No trimestre encerrado em abril, o IBC-Br acumula alta de 1,2% frente aos três meses anteriores. Em 12 meses, o avanço é de 1,6%, indicando expansão, ainda que mais contida do que em ciclos anteriores.

Dados recentes de serviços e do mercado de trabalho reforçam a ideia de demanda estável, mesmo com o custo do crédito elevado. O BC avalia que esse comportamento influencia as decisões sobre juros.

Leitura de mercado e próximos passos

Para o mercado financeiro, o resultado gera equilíbrio: não há sinal de desaceleração abrupta, nem de superaquecimento que exija medidas mais agressivas. A próxima curva de indicadores inflacionários é aguardada para orientar a política.

O BC segue monitorando a atividade com vistas a manter a inflação sob controle, ajustando, se necessário, a política de juros. O objetivo é sustentar o crescimento sem acelerar pressões de preços.

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