- O IBC-Br subiu 0,52% em abril, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, que previa alta de 0,60%.
- Indústria e serviços permanecem como principais motores, com o agronegócio contribuindo, ainda que em menor intensidade.
- Março teve revisão de dados, de queda de 0,67% para retração de 0,18%.
- Sinais de aperto monetário começam a impactar a demanda, com varejo mais fraco e desaceleração do IBC-Br.
- O Copom pode sinalizar mais um corte de 0,25 ponto na Selic, para 14,25%, mantendo cautela e flexibilidade ante riscos externos.
O Indicador de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,52% em abril, na leitura mais recente. O dado funciona como uma prévia do PIB e aponta crescimento mesmo com juros elevados. A divulgação ocorreu nesta segunda-feira (16).
A alta ficou aquém da expectativa de analistas, que apostavam em 0,60%. Mesmo assim, o resultado sugere resiliência da economia brasileira, com apoio estratégico dos setores de indústria e serviços, conforme avaliação de especialistas.
Aguçamento de dados de março também influencia o quadro. Inicialmente, o BC apontava retração de 0,67% para março; a revisão trouxe queda de apenas 0,18%, suavizando a leitura de desaceleração.
Indústria e serviços sustentam o crescimento
A indústria segue como motor da atividade, apresentando desempenho robusto em abril. Serviços também contribuem para o ritmo positivo da economia, apontam analistas.
Agronegócio aparece como identidade de apoio, contribuindo para o resultado, embora com impacto menor que indústria e serviços, conforme observações de especialistas.
Efeitos da política monetária e próximos passos do Copom
Embora a atividade cresça, sinais de demanda mais fraca aparecem em varejo e na leitura do IBC-Br, refletindo a restrição monetária. A economia brasileira cresce, porém com velocidade menor, segundo o mercado.
O conselheiro da ANCORD, Pablo Spyer, aponta que o Copom pode sinalizar mais um ajuste na Selic, com redução de 0,25 ponto, para 14,25%, mantendo cautela diante de riscos externos e fiscais.
Spyer ressalta que o BC deve manter flexibilidade para interromper o ciclo de cortes se o cenário internacional piorar, mantendo a porta aberta para pausas conforme a conjuntura global.
Em síntese, a atividade econômica não entra em retração, mas desacelera. Indústria e serviços sustentam o desempenho, enquanto o aperto monetário e o cenário fiscal modulam o ritmo nos próximos meses.
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