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Ibovespa fecha em queda após alta com decisão do Fed

Ibovespa fecha em queda após o Federal Reserve manter juros, com investidores de olho no Copom e na perspectiva da Selic

Ibovespa fecha em queda na Super Quarta, com decisões de juros no Brasil e nos EUA e tensões geopolíticas no radar dos investidores.
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  • Ibovespa encerrou em queda de 0,7%, aos 168.453,93 pontos, após subir acima de 1% na sessão desta quarta-feira (17).
  • O Federal Reserve manteve os juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% ao ano em decisão unânime, com leitura hawkish após a coletiva de imprensa.
  • Bolsas de Nova York fecharam em queda: Dow Jones recuou 0,98%, S&P 500 caiu 1,21% e Nasdaq caiu 1,34%.
  • Dólar fechou em alta de 0,41%, a R$ 5,1077.
  • Mercado brasileiro aguarda a decisão do Copom, com expectativa majoritária de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, enquanto uso de cenário de manutenção a 14,50% não está descartado; o indicador IBC‑Br de abril subiu 0,51% na comparação com março.
  • Duraida (Durigan) destacou perspectivas fiscais com superávit primário previsto para 2027; no front externo, o petróleo avançou diante de tensões EUA-Irã, com WTI a US$ 76,01 e Brent a US$ 79,55.

O Ibovespa encerrou em queda nesta quarta-feira, após o Fed manter a taxa de juros nos EUA e sinalizar tom mais duro. O índice local caiu 0,7%, para 168.453,93 pontos, após chegar a subir mais de 1% ao longo do dia. O cenário internacional influenciou o humor dos investidores.

O Banco Central dos EUA manteve a meta de juros em 3,50% a 3,75% ao ano, em decisão unânime. O comunicado não trouxe orientação futura, o que gerou leitura de postura hawkish entre analistas. Os juros altos contribuíram para a pressão de queda no Ibovespa ao final da sessão.

No fronto externo, o Dow Jones fechou em baixa de 0,98%, o S&P 500 caiu 1,21% e o Nasdaq recuou 1,34%. Os rendimentos dos Treasuries oscilaram: T-note de 2 anos a 4,213%, 10 anos a 4,497% e T-bond de 30 anos a 4,928%.

Mercado doméstico e cenário local

Entre os vencedores do pregão, Cosan, Embraer e BB Seguridade subiram 6,12%; 3,24% e 2,91%, respectivamente. Do lado negativo, Natura caiu 8,74%, CSN recuou 6,48% e Usiminas cedeu 5,63%.

O dólar fechou em alta de 0,41%, cotado a 5,1077 reais na venda. Acompanharam o movimento as expectativas sobre o Copom, com cenário apontando para corte de 0,25 ponto percentual na Selic, embora a manutenção em 14,50% não esteja descartada.

Diante disso, o mercado brasileiro também monitorou dados de atividade. O IBC-Br de abril avançou 0,51% ante março, na série com ajuste sazonal, contrariando a expectativa de alta de 0,60% apurada pela projeção broadcast.

Perspectivas e contexto fiscal

O Ministério da Fazenda participou de audiência na Câmara para discutir a política fiscal e o Orçamento de 2027, que deve apresentar superávit primário pela primeira vez em uma década. Economistas destacam que a trajetória fiscal é central para a condução da política monetária.

A agenda externa segue atrelada à tensão entre EUA e Irã e à evolução do petróleo. A AIE sinalizou expectativa de recuperação da demanda e oferta em 2027, com impactos relevantes para preços e volatilidade de ativos globais. O petróleo WTI encerrou a US$ 76,01 e o Brent, US$ 79,55.

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