- Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador, será transformado em hotel de luxo com autorização da Secretaria de Turismo da Bahia.
- O investimento é de R$ 250 milhões para o Hotel Allard, administrado pelo grupo francês Allard, responsável pelo Rosewood e pela Cidade Matarazzo.
- As obras devem começar em breve, gerando cerca de 2.500 empregos diretos, com prazo de três anos para conclusão (entrega prevista anterior ao prazo).
- O projeto prevê 90 suítes (27 no palácio), piscina com vista para a Baía de Todos-os-Santos, spa, três restaurantes e academia, além de museu aberto à visitação administrado pelo hotel.
- A concessão de 35 anos foi contestada desde o início por questões de preservação patrimonial; o palácio foi a primeira sede do governo colonial, erguido em 1549.
O Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador, será transformado em um hotel de luxo. A Secretaria de Turismo da Bahia autorizou, no início deste mês, o início das obras de requalificação do imóvel. O projeto prevê investimento de 250 milhões de reais para a implantação do Hotel Allard, anunciado como o primeiro cinco ou seis estrelas do Nordeste.
A concessão permitirá a exploração privada do espaço por 35 anos, com 90 suítes previstas, sendo 27 no próprio palácio e o restante na área adjacente. A obra cria expectativa de 2.500 empregos diretos, com conclusão contratual em três anos, e a possibilidade de entrega antecipada em um ano.
O hotel será administrado pela Allard, empresa do empresário francês Alex Allard, também responsável pela Cidade Matarazzo e pelo Rosewood em São Paulo. A implantação envolve o Grupo André Guimarães na execução, conforme a atuação do consórcio vencedor.
A proposta inclui a criação de um museu aberto à visitação administrado pelo hotel, que manterá acesso público a áreas do edifício histórico. Também está prevista a preservação do Memorial dos Governadores, instalado no prédio até 2021, e a continuidade de serviços ao público.
A concessão gerou controvérsia desde o seu anúncio. Em 2022, houve disputa judicial envolvendo o governo da Bahia, o Ministério Público e entidades de preservação do patrimônio histórico. O objetivo é conciliar preservação com desenvolvimento turístico e geração de empregos.
O Palácio Rio Branco foi erguido em 1549 por ordem do primeiro governador-geral, Tomé de Souza, como a primeira sede do governo colonial. Ao longo do tempo, o prédio abrigou quartel, prisão e recebeu visitas de autoridades, como dom Pedro II, em 1859.
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