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Trace faz câmbio com DLocal e ARQ; valor da empresa supera R$ 1 bilhão

Trace Finance levanta US$ 32 milhões em Série A, avaliada perto de R$ 1 bilhão, e mira expansão para Ásia-Pacífico com grandes clientes

A Trace faz o câmbio da DLocal e da ARQ – e agora vale mais de R$ 1 bi
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  • A Trace Finance captou US$ 32 milhões em Série A, liderada pela Coinfund; a rodada também contou com Coinbase Ventures, Valor Capital, Clocktower, FJ Labs, Haun Ventures e investidores-anjo.
  • O valuation atual é próximo de R$ 1 bilhão, cerca de 10x o da rodada de seed de 2022, que foi de US$ 4,3 milhões.
  • A empresa atende DLocal, ARQ e Nuvei e ampliou o foco de câmbio para pagamentos cross border, com maior contribuição de receita de clientes como marketplaces, viagens e mobilidade.
  • A Trace processou cerca de US$ 10 bilhões em câmbio no ano passado e pretende, neste ano, dobrar o volume; já opera na América Latina, Europa e Estados Unidos e mira a Ásia-Pacífico.
  • O plano é expandir para clientes maiores, incluindo gigantes de pagamento como PayPal, Stripe, Mastercard e Visa, fortalecendo caixa e validação para esse crescimento.

A Trace Finance fechou a maior Série A já recebida por uma fintech no Brasil, levantando US$ 32 milhões (cerca de R$ 163 milhões) para acelerar a expansão. A captação envolve clientes como DLocal, ARQ e Nuvei.

A rodada foi liderada pela Coinfund, gestora americana que faz seu primeiro investimento na América Latina. Também participaram Coinbase Ventures, Valor Capital, Clocktower, FJ Labs e Haun Ventures, além de investidores-anjo.

O valor da empresa não foi divulgado, mas o fundador Bernardo Brites disse ao Brazil Journal que a avaliação ficou cerca de 10 vezes acima da rodada seed de 2022, que foi de US$ 24 milhões. Assim, a estimativa fica próxima de R$ 1 bilhão.

A Trace iniciou atendendo startups que traziam dólares do exterior para o Brasil, mas ampliou o foco em 2024 para pagamentos cross border. Hoje, a empresa atende grandes plataformas globais com volume de bilhões movimentados.

Para Bernardo Brites, bancos brasileiros têm foco limitado em cross border, o que abriu espaço para a Trace ganhar clientes de alto volume, como marketplaces, turismo e mobilidade, com custos de câmbio menores.

A empresa opera com uma infraestrutura de APIs e fluxos de câmbio amplos, capaz de processar centenas de caminhos para clientes. Antes, bancos exigiam aprovações fluxo a fluxo, o que era mais lento.

A Trace atende cerca de 700 clientes e processou US$ 10 bilhões em operações de câmbio no ano passado. O objetivo para 2026 é, no mínimo, dobrar o volume de transações.

A empresa não divulga faturamento, mas Brites afirmou que atingiu o breakeven no ano anterior. O plano com a rodada é expandir para novos mercados e clientes maiores.

Expansão e objetivos

A Trace já atua na América Latina, Europa e Estados Unidos e mira a Ásia-Pacífico, fortalecendo presença internacional. O objetivo é atrair gigantes de pagamento como PayPal, Stripe, Mastercard e Visa.

Segundo o fundador, a rodada confere validação de mercado e caixa robusto, fatores vistos como essenciais para o crescimento sustentável e a credibilidade junto a potenciais clientes.

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