- O preço do leite pago aos produtores brasileiros desacelerou após quatro meses de alta, com o valor médio nacional subindo de R$ 2,02 para R$ 2,65 por litro entre janeiro e abril, segundo Cepea.
- A elevação é típica da entressafra, mas reflete dificuldades enfrentadas pelos produtores desde a queda de 2025, segundo dados citados pela Abraleite.
- Presidente da Abraleite, Geraldo Borges, afirma que a recuperação não é suficiente para equilibrar as contas do setor e que há defasagem na remuneração dos produtores.
- A cadeia láctea brasileira emprega cerca de cinco milhões de pessoas, e pequenos e médios produtores são os mais impactados pela pressão de custos.
- Borges defende intervenção do governo para combater dumping praticado por países do Mercosul, chegando a afirmar que, sem autossuficiência, a sociedade acabará pagando a conta com preços de importação No mercado internacional.
O preço do leite pago aos produtores brasileiros desacelerou após quatro meses de alta, segundo o Cepea. De janeiro a abril deste ano, o valor médio passou de 2,02 para 2,65 reais por litro, alta de 31%.
Apesar da sazonalidade da entressafra, o comportamento também reflete dificuldades próprias do setor. Produtores apontam que a recuperação não foi suficiente para recompor a remuneração, mantendo defasagens em relação ao ano anterior.
A Abraleite alerta que pequenos e médios produtores seguem pressionados. O presidente da entidade, Geraldo Borges, cobra intervenção do governo para enfrentar o dumping praticado por países do Mercosul e frear o aumento de importações de leite em pó e queijos desde 2022.
Contexto do setor
Borges afirma que, sem autossuficiência em leite e derivados, a sociedade acabará arcando com custos maiores. A queda de preços no ciclo de 2025 e o expressivo volume de importações são citados como fatores que impactam as contas dos produtores.
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