- Paulo Pedrosa, presidente executivo da Abrace Energia, afirma que o Brasil pode oferecer energia mais limpa, barata e segura, e critica subsídios a painéis solares por tornarem o sistema mais caro e desorganizado.
- O Brasil já gera aproximadamente 86,8% da energia elétrica de fontes renováveis, conforme o Balanço Energético Nacional, mas existem oportunidades não aproveitadas.
- Segundo Pedrosa, o modelo de subsídios levou a uma explosão de painéis solares espalhados pelo país, gerando sobras em horários de sol e risco de apagões quando o sol se põe.
- A proposta é abrir o mercado de energia e, ao mesmo tempo, priorizar o consumo: incentivar eletrificação de processos, horários de menor custo e uso de baterias e agregadores de carga para melhorar o sistema.
- A Abrace aponta que consumidores pagaram mais de R$ 100 bilhões em ineficiências e subsidiós e defende um cronograma de reformas com debate público, inclusive em eventos como o Energy Summit Global.
Paulo Pedrosa, presidente executivo da Abrace Energia, afirmou que o Brasil tem potencial para oferecer energia mais limpa, barata e competitiva, mas que oportunidades estão sendo desperdiçadas. Ele destacou que, hoje, 86,8% da geração de eletricidade ocorre a partir de fontes renováveis, segundo BEN, EPE e MME, mas o aproveitamento ainda é insuficiente.
Pedrosa criticou a prática de subsídios para painéis solares, dizendo que a expansão desorganizada do setor tende a elevar o custo da energia. Para ele, a inovação está em transformar o consumo, não apenas a oferta, e citou a necessidade de uma transição energética centrada no uso eficiente.
Além disso, o executivo ressaltou a importância de estimular o consumo para alcançar uma matriz mais limpa, barata e segura. A transição, segundo ele, envolve reorganizar padrões de consumo, com sinais de preço adequados e tecnologias como armazenamento de energia e gestão de demanda.
O papel da energia no ambiente de data centers e IA
Pedrosa afirmou que, com energia acessível, o Brasil pode atrair investimentos em data centers e tecnologias de IA. O objetivo é combinar produção de energia verde com industrialização de produtos com maior valor agregado, ampliando empregos e arrecadação.
Transição energética verdadeira versus falsa
Segundo o presidente da Abrace, o foco deve ser no consumo. Incentivos a biometano, etanol e combustíveis renováveis devem ser balanceados com estímulos à eletrificação de processos produtivos, máquinas elétricas e caldeiras. A inovação, nesse âmbito, estaria no padrão de consumo.
Barras de atuação e próximo passo
A Abrace estima que consumidores pagaram mais de 100 bilhões de reais em ineficiências e subsídios. A solução envolve um cronograma para reorganizar o setor, com abertura de mercado acompanhada de preços justos. O objetivo é um sistema mais eficiente para todos.
Cenário político e eleções
Pedrosa observa que o debate sobre energia tende a ocorrer de forma relevante, mesmo em um ambiente político polarizado. O tema já está sendo discutido com campanhas e a atuação de frentes de consumidores, com foco em transparência e equilíbrio de custos.
Perguntas-chave para o consumidor
Ao defender a abertura de mercado, ele pondera que ganhos devem beneficiar tanto o consumidor quanto o sistema elétrico, por meio de sinais de preço que incentivem o consumo inteligente e o uso de soluções como baterias e boilers elétricos quando a energia estiver mais barata.
Conclusão operacional
O Energy Summit, a ser realizado entre 23 e 25 de junho no Rio de Janeiro, figura como palco para esse debate sobre inovação, consumo e abertura de mercado, com a participação de Painelistas e representantes do setor público e privado.
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