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Economia cubana precisa de mudanças com bloqueio dos EUA, diz presidente

Díaz-Canel afirma que Cuba precisa de mudanças urgentes para enfrentar a crise econômica agravada pelo bloqueio dos EUA; cita China e Vietnã como modelos de abertura

‘The situation calls for urgent and necessary changes,’ said Díaz-Canel, in his frankest admission yet of the need to overhaul the country’s communist model.
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  • O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que a economia cubana precisa de mudanças urgentes para enfrentar a crise agravada pelo bloqueio petrolífero dos EUA.
  • Ele apontou China e Vietnã como modelos para abrir a economia cubana ao mundo, buscando criar riqueza e distribuir de forma mais equitável.
  • A fala ocorreu em reunião do politburo do Partido Comunista para acelerar reformas que favoreçam o crescimento do setor privado.
  • Díaz-Canel citou entraves internos, como lentidão, burocracia e normas que dificultam a produção, além de decisões que foram adiadas.
  • Raul Castro apoiou as propostas, consideradas benéficas para a revolução no momento, embora não haja garantia de atendimento às demandas do governo dos EUA.

Miguel Díaz-Canel disse que a economia de Cuba precisa de mudanças urgentes para enfrentar uma crise profunda agravada pelo bloqueio petrolífero dos EUA. O pronunciamento ocorreu durante uma sessão do politburo do Partido Comunista.

O presidente citou exemplos de China e Vietnã como modelos de abertura econômica para gerar riqueza e distribuí-la de forma mais igualitária. A fala foi transmitida na quinta-feira ao vivo pela direção do partido.

Díaz-Canel afirmou que algumas reformas não terão consenso absoluto, mas não podem ser adiadas. Em tom direto, disse que, diante de vidas difíceis, o governo precisa mudar o que for necessário.

Modelos de abertura econômica

Durante o encontro, o governo reforçou a necessidade de acelerar reformas para fortalecer o crescente setor privado, diante da crise causada pelo bloqueio de petróleo imposto pelos EUA. Essas mudanças visam reduzir dependências e estimular produção.

O chefe de Estado reconheceu obstáculos internos, como burocracia, lentidão administrativa e normas que atrapalham quem produz. Também apontou decisões adiadas pelo governo como entraves a superar a crise.

As propostas de reforma contam com o apoio do ex-presidente Raul Castro, figura influente no partido. A posição dos críticos, inclusive de setores privados, será decisiva para a implementação das medidas.

Um empresário particular de Havana afirmou à AFP que mudanças são bem recebidas por quem tenta manter negócios na economia pressionada, ainda que haja dúvidas sobre a rapidez de implementação.

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